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    porto velho, domingo 18 de outubro de 2026

Pesquisas para todos os gostos, mas a maioria, quando erra, só erra para...


Por Sérgio Pires

18/10/2026 11:14:24 - Atualizado

Desde que terminou o primeiro turno da eleição, os institutos de pesquisa parecem ter enlouquecido. Se não todos os dias, ao menos a cada 72 horas, algum deles solta algum número de como estaria o confronto Lula e Flávio Bolsonaro.

Elas, em comum, têm apenas uma informação que não muda em nenhuma: o candidato do PL está à frente, sempre. As diferenças, ao menos nas últimas, têm sido menores, mas já houve, neste período, uma das pesquisas que deu dez pontos de diferença pró Flávio.

Na última da Quaest, que errou no primeiro turno, dando um ponto a mais a Lula e tirando dois de Flávio Bolsonaro, os dois estão empatados, com diferença de apenas dois pontos. Na DataFolha, aquela que errou tudo no primeiro turno (inclusive “tirando” oito pontos do governador do Rio, eleito no primeiro turno) a diferença é de 51 para 49 pontos, a favor de Flávio, o mesmo resultado da Quaest.

O Instituto PoderData também ficou no empate: 51 a 49, pró Flávio. Já a BTG/Nex, apontou Flávio numericamente à frente nos votos válidos. O senador registrou 52 por cento, enquanto Lula teve 48 por cento, um resultado dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Há também uma outra, do Instituto Gerp, do Rio de Janeiro, que acertou tudo no primeiro turno e que apareceu com um resultado que, até agora, ninguém tinha dado. Para o Gerp, instituto que tem 43 anos no mercado, Flávio tem 55 por cento de intenções de votos, contra 45 para o Lula. A diferença certamente é exagerada, mas dá uma outra visão de tudo o que está sendo apresentado nas pesquisas.

A imensa maioria das pesquisas (com exceção do Gerp) mostra números próximos à realidade? O Instituto DataFolha, por exemplo, errou em vários Estados, mas sempre dando números favoráveis aos candidatos da esquerda ou aliados ao governo Lula. Nunca errou para a direita, o centro ou os conservadores.

O mesmo se pode dizer da maioria dos institutos. Talvez outra exceção seja o Real Time/Big Data, que mesmo errado eventualmente, erra para os dois lados.

O que se conclui de tudo isto? Que mesmo lançando dezenas de programas de última hora, tentando cooptar o eleitor, com gastos que podem ultrapassar 350 bilhões de reais, caso tudo fosse colocado em prática, o presidente Lula não tem conseguido sair do lugar. Todas as tentativas, ao que parece, envolvem sempre o mesmo público, aquela que já é dele.

Sem conseguir conquistar ou reconquistar eleitores perdidos pelo caminho, Lula parece desesperado para conseguir reverter a derrota que de desenha.

Conseguirá? A resposta verdadeira só as urnas darão, no final da tarde de 25 deste outubro.

A lei obriga a publicar registros das pesquisas em textos jornalísticos, o que não é correto. Mas lei é lei…

Como a legislação eleitoral obriga a dar detalhes e números de registros das pesquisas, o que é algo desnecessário, para publicação de textos jornalísticos, porque que tem que registrar e prestar contas é quem realizou os levantamentos, cumprir a lei é obrigação. Por isso, aqui vão informações sobre as sete pesquisas abordadas neste blog.

BTG/Nexus: Pesquisa divulgada em 13 de outubro de 2026, levantamento contratado pelo Banco BTG e registrado no TSE sob o número BR-07997/2026.

Gerp: Pesquisa divulgada em 13 de outubro de 2026, com 2.400 eleitores, registrada no TSE sob o número BR-07877/2026. Foi esta que deu dez pontos de vantagem de Flávio sobre Lula.

Ipespe/Abrapel: pesquisa divulgada em 10 de outubro de 2026, com 1.500 entrevistas registrado no TSE sob o número BR-00933/2026.

DataTrends: Pesquisa divulgada em 11 de outubro deste ano, com 2.000 eleitores e registrado no TSE sob o número BR-03576/2026.

PoderData/Aya: divulgada em 8 de outubro, om 3.000 eleitores entrevistados em 705 municípios, registrada no TSE sob o número BR-08134/2026.

AtlasIntel/Bloomberg: divulgada em 9 de outubro, realizada entre os dias 3 e 8 de outubro, com 5.026 entrevistados. Registrada no TSE sob o número BR-03663/2026.

Datafolha: divulgada em 8 de outubro, realizada entre os dias 6 e 7 de outubro, com 2.520 eleitores, registrada no TSE sob o número BR-02949/2026.

Novo governador poderá ter uma ampla maioria de deputados ao seu lado na nova legislatura que começa em fevereiro

Tudo verde e amarelo no mundo político de Marcos Rogério. Mesmo antes de iniciar seu mandato, ele já está caminhando para ter uma bancada com maioria de apoiadores na Assembleia Legislativa de Rondônia. Pelo menos um dos três parlamentares eleitos pelo PSD, partido do candidato derrotado Adailton Fúria, já garantiu que apoiará Marcos Rogério e não lhe fará oposição. Trata-se de Cássio Góis, muito próximo a Fúria.

Laerte Gomes (o mais votado novamente, desta vez com mais de 32 mil votos) também foi eleito pelo PSD. Não se tem informação ainda sobre como ele pretende atuar no parlamento. O terceiro eleito pelo PSD, Jurandir Oliveira, ex-vereador e ex-prefeito de Santa Luzia do Oeste, também ainda não informou se fará oposição, se aliará a Marcos Rogério ou se manterá neutro.

Do lado do governador eleito, está confirmada a maior bancada, a do PL, como delegado Lucas Torres; Num Barroso, Luizinho Goebel, Jean Mendonça, Alan Queiroz, Dra. Taíssa Souza e Wiveslando Neiva. Terá ainda apoio integral dos eleitos pelo partido Novo: dr. Luis do Hospital e dr. Gilber. Certamente contará também com os votos de Paulo Moraes, o jovem eleito com mais de 20 mil votos e irmão do prefeito Léo Moraes, que apoiou Rogério. O 11º voto viria de Cássio Góis.

Alex Redano, Ismael Crispin são outros que analisam como atuarão na ALE, no novo mandato. Há, portanto, possibilidades concretas do Governador eleito ter uma ampla maioria no parlamento estadual.

Juacy Loura e Walter Camata Júnior estão na equipe de transição do futuro governo de Rondônia

Liderados por Lúcio Mosquini, o governador Marcos Rocha indicou outros 21 nomes para compor a sua equipe de transição. Há gente bastante conhecida na Capital, mas muitos vindos do interior. Entre os porto-velhenses, o famoso advogado especialista em legislação eleitoral, o advogado e ex-juiz do TRE, Juacy Loura Júnior. Waldemar Camata Júnior, que há foi superintendente do Sebrae, também é outro personagem entre os que são mais lembrados na Capital do Estado.

Também estão na equipe nomes como os de Edemir Monteiro Brasil Neto; Esdras Simionato Paz; Marco Aurélio Blaz Vasques; Silas Rosalino de Queiroz; André Luiz Ferreira da Silva; Antônio Carlos Alencar do Nascimento; Cézar Oliveira de Souza e Ednaldo Gomes de Paiva Sodré.

Igualmente compõem o grupo: Gustavo Nobre de Azevedo; Rosely Maria Dias Vieira; José Eduardo Guidi; Lidiane Tanazildo da Costa; Ludmila Lucas Tavares; Marcos Paiva Freitas; Márcio de Oliveira Bortolotti; Marcos Antônio Shreder da Silva; Nair Ortega Rezende dos Santos; Patrícia Margarida Oliveira Costa e Walter Silvano Gonçalves Oliveira.

Ludmila Tavares, que comandou a imprensa durante o mandato de Marcos Rogério no Senado, está sendo cotada para ser a chefe da comunicação no novo governo. Contudo, nesta área, o nome mais forte é o do jornalista e apresentador Alessandro Lubiana, que teve atuação destacada na campanha de Rogério.

A composição do secretariado, contudo, é assunto que está sendo tratado apenas internamente.

No orçamento de mais de 20 bilhões e 440 milhões para 2007, educação, saúde e segurança têm maior fatia

Educação, saúde e segurança pública terão 40 por cento do orçamento de 20 bilhões e 440 milhões No ano que vem.

Marcos Rogério estreia com um orçamento recorde para Rondônia. Nada menos do que 20 bilhões e 444 milhões de reais. A Educação, com cerca de 3 bilhões e 169 mil reais será a melhor aquinhoada. A saúde pública ficará perto, com algo em torno de 3 bilhões. A terceira será a área da Segurança Pública com 2 bilhões e 85 milhões de reais. Apenas estes três setores vão consumidor 40,5 por cento de todo o orçamento do ano que vem.

A surpresa é o quarto maior recurso para o ano que vem. Nada menos do que 543 milhões, ou seja, mais de meio bilhão de reais, é a previsão orçamentária do Detran. Está aí neste contexto, o dinheiro que Marcos Rogério pretende utilizar para construir um Hospital Ortopédico em Ji-Paraná.

Ao DER, que terá um enorme desafio com grande parte das rodovias do Estado precisando de asfaltamento, serão destinados 366 milhões de reais. Obras Civis e Serviços Públicos, terão outros 33 milhões.

O orçamento do Estado deu um salto, nos últimos oito anos. Em 2019, chegou a 8 bilhões e 100 mil. Em 2022, o valor já superava os 10 bilhões de reais. Em 2023, chegou a 13 bilhões e 450 mil reais. Um ano depois, subiu para 16 bilhões. Em 2025, o orçamento foi de 17 bilhões e 260 mil. Neste ano, chegou a 18 bilhões e 650 mil reais. Agora, salta apara 20 bi e 44 milhões.

Nos oito anos do governo Marcos Rocha, o orçamento saiu de pouco mais de 8 bilhões e foi multiplicado por quase duas vezes e meia.

Enorme desafio: orçamento do DER daria para asfaltar apenas 112 quilômetros dos seis mil no estado

Setenta por cento das estradas estaduais não têm asfalto. Os números foram apresentados durante a campanha eleitoral pelo então candidato Pedro Abib e repetidos em outros pronunciamentos por outros que postulavam o governo. O próprio governador Marcos Rogério, eleito no primeiro turno, foi um duro crítico à situação das nossas rodovias.

Depois de eleito, ele tem defendido uma atenção especial ao problema. Marcos Rogério disse, em mais de uma entrevista, como candidato e depois de eleito, que “Rondônia possui mais de seis mil quilômetros de estradas estaduais e precisamos melhorar a malha existente, além da pavimentação de trechos estratégicos para o escoamento da produção e o desenvolvimento econômico”.

Numa de suas últimas entrevistas antes da eleição, ele acrescentou que “investir em infraestrutura é criar condições para melhorar o transporte, facilitar o acesso aos municípios e fortalecer as atividades produtivas. Nem tudo a gente vai conseguir fazer no primeiro ou no segundo ano, mas a gente tem que destravar o Estado, colocar ele para funcionar. E eu sei como fazer isso!”.

O novo governador terá que remanejar recursos ou buscá-los em nível federal, já que o orçamento do DER para 2027 em torno de apenas 336 milhões de reais para todas as obras necessárias.

Numa matemática simplória e se todo este valor, 100 por cento dele, fosse destinado a asfaltamento das rodovias e, anda, se fosse feito um custo médio de 3 milhões de reais por quilômetro (é um valor baixo, dentro do contexto do mercado) todo este orçamento daria para asfaltar apenas 112 quilômetros.

Léo Moraes deve indicar novo diretor do Detran. Acordo já estaria fechado com Marcos Rogério

Léo Moraes tem uma forte ligação com o Detran. Como diretor geral, ele deu uma sacudida num órgão cuja principal imagem era negativa, porque parecia ter sua existência apenas para arrecadar. Foi uma série de iniciativas dele que integraram o Detran à comunidade, aproximaram o órgão do cidadão e tirou dele a face negativa de ser apenas feito para faturar.

Por que este introito? Porque o prefeito da Capital vai ter, de alguma forma, uma forte ligação com o Detran estadual. Será dele a indicação do nome de quem vai comandar o órgão, na gestão do governador Marcos Rocha.

Claro que não se trata deste assunto publicamente, ainda, mas o acordo já foi fechado. Se não houver algum percalço pelo caminho (e muito dificilmente haverá) Oscar Dias Neto, secretário e pessoa da maior confiança de Léo Moras deve comandar o órgão. Oscar atualmente é o presidente da Agência Reguladora e de Desenvolvimento de Porto Velho. Seu nome deve constar na relação dos novos secretários e dirigentes de órgãos e instituições, quando Marcos Rogério oficializar seu secretariado.

Em Maio deste ano, o Detran tinha 812 servidores efetivos; 375 comissionados; 151 cedidos e outros 40 contratados pelo regime da CLT. No total, 1.378 pessoas atuavam no órgão, segundo o Portal da Transparência. O Detran conta com Circunscrições Regionais de Trânsito, Ciretrans nos 52 municípios do Estado, além de Postos Avançados em diversas.

Só o PSB de Samuel Costa sobreviveu à cláusula de barreira, entre os partidos de esquerda e os menores do centro

Em Rondônia, vários partidos estão tentando entender o que aconteceu nas urnas na última eleição, os deixando sem o número mínimo de votos e eleitos e atingir a cláusula de barreira. A maior surpresa foi o PDT, que já foi um grande partido nacional e elegeu muitos poucos representantes. Em Rondônia, apenas com uma grande e sólida liderança, o ex-senador Acir Gurgcaz, o PDT também teve votação muito menor do que em outros pleitos eleitorais.

Além do PDT, os nanicos Psol (este jamais elegeu um só representante em Rondônia), a Rede, da Rainha das ONGs, Marina Silva, o Solidariedade também ficaram fora. País afora, o Avante foi um fracasso. Não o foi em Rondônia, mas no pacote nacional, o partido também fica fora, por não ter atingido a cláusula de barreira.

Afora o PT, ainda poderoso e segundo maior partido do país, ao menos até esta eleição, apenas o PSB conseguiu superar as exigências legais para se manter como um partido que, ao menos, tenha acesso aos benefícios financeiros da legislação eleitoral.

Em Rondônia, mesmo com o confronto entre o diretório estadual e o nacional, ocorrido na eleição, o partido ainda mantém nomes fortes como o do candidato ao governador Samuel Costa e o professor e advogado Vinicius Miguel, além da famosa Neidinha Suruí, que disputou uma cadeira ao Senado. Ao menos até agora, os três continuam no partido.

Agora, os grupos começam a conversar entre si, buscando formar Federações que permitam a recuperação eleitoral e os direitos ao Fundo Partidário, ao Fundo Eleitoral e outros benefícios.

O asfalto sujo de sangue: mais três mortes em uma semana pelas ruas perigosas de Porto Velho

O asfalto continua manchado de sangue. Gente trabalhadora, gente jovem, cheia de sonhos, que está morrendo nas ruas de Porto Velho, por erros seus ou de outros motoristas. Nesta semana, um mulher acabou embaixo das rodas de um caminhão, ela e sua bicicleta elétrica. Ela morreu na hora.

Dias depois, mais duas vítimas fatais, desta vez numa moto. Um casal morreu embaixo de outro veículo, deixando famílias e amigos enlutados e o trânsito assassino mais uma vez tirando vidas jovens.

Em relação ao acidente com o casal, a colisão seria sido causada pela alta velocidade da moto de 300 cilindradas, ignorando os perigos da avenida Jatuarana, sempre lotada de carros e onde ultrapassagens são muito difíceis.

É lamentável que tanto gente continue morrendo. E que na maioria dos casos fatais, além de ferimentos graves causados em dezenas de pessoas, os culpados sejam as próprias vítimas. Na BR 364, alta velocidade e ultrapassagens em locais proibidos, mesmo quando há faixa dupla, mesmo em curvas altamente perigosas, matam cada vez mais.

Em Porto Velho, mesmo em locais onde há boa sinalização, muitos motoristas de carros e caminhões, mas principalmente condutores de motos, ignoram a sinalização, não usam as setas indicando direção. E, por incrível que pareça, há quem ande à noite com os faróis desligados.

Desrespeito à sinalização, alta velocidade, desconhecimento das regras mínimas do trânsito (como ter atenção em preferenciais e cruzamentos, coisas básicas) continuam vitimando cada vez mais gente.

Tem alguma solução ou vamos assistindo tantas vidas sendo perdidas?

Dia do Eletricista: mil profissionais foram homenageados pela Energisa em todo o estado

Homens e mulheres atuam em todas as regiões, seja nas cidades ou nas áreas rurais, realizando um trabalho de enorme importância. São os eletricistas, essenciais para manter a energia presente na rotina da população. Neste sábado, 17 de outubro, Dia do Eletricista, a Energisa Rondônia homenageou cerca de mil profissionais que atuam pela distribuidora em diferentes regiões do Estado, realizando atividades fundamentais para a segurança, manutenção e funcionamento da rede elétrica.

A atuação desses trabalhadores vai além da manutenção de postes, cabos e equipamentos. Em situações de emergência, como tempestades e danos à rede, são eles que enfrentam desafios para restabelecer o fornecimento de energia, sempre seguindo procedimentos técnicos e normas de segurança.

A Energisa também contribui para a formação de novos eletricistas em Rondônia. Em parceria com o SENAI, a distribuidora oferece cursos gratuitos de formação de eletricistas, preparando homens e mulheres para ingressar no setor elétrico. Somente em 2026, foram ofertados cursos em Porto Velho, Cacoal e Ji-Paraná.

Mayara Lopes é um das eletricistas que atuam na empresa. Ela iniciou sua trajetória no setor elétrico em 2021. Em uma atividade historicamente marcada pela presença masculina, ela encontrou na profissão uma oportunidade de desenvolvimento e realização pessoal.

“Ser eletricista é mais do que lidar com fios e equipamentos. É ter coragem, sensibilidade e compromisso com a segurança e o bem-estar das pessoas. Tenho muito orgulho de representar tantas mulheres que estão mostrando que lugar de mulher também é nas alturas, com o cinturão de ferramentas e o uniforme da concessionária”, diz Mayara.

Perguntinha

Qual sua opinião sobre o assunto: você sabia que, do orçamento de aproximadamente 20 bilhões e 440 milhões de reais do Estado para o ano que vem, só o Tribunal de Justiça terá mais de que 1 bilhão 710 milhões de reais e o Tribunal de Contas quase 355 milhões de reais?


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