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porto velho, sexta-feira 30 de outubro de 2026

PORTO VELHO - RO - A eleição terminou, mas uma nova disputa começa a ganhar intensidade nos corredores do poder em Rondônia. Desta vez, não estão em jogo os votos das urnas, mas os espaços de influência dentro da estrutura administrativa do Estado. Com a posse de Marcos Rogério (PL) marcada para janeiro de 2027, as especulações sobre a composição de seu secretariado passaram a dominar as conversas entre políticos, aliados e integrantes de seu grupo político.
Embora o governador eleito ainda não tenha confirmado os futuros titulares das principais pastas, a expectativa nos meios políticos é de que os primeiros anúncios possam ocorrer na primeira quinzena de novembro. Até lá, nomes são colocados na mesa, possibilidades são discutidas e cada movimentação alimenta novas interpretações sobre a configuração do próximo governo.
Uma das especulações mais recorrentes envolve o ex-deputado estadual Leudo Buriti, que também ocupou funções na administração portuária de Rondônia e participou da coordenação da campanha de Marcos Rogério. Nos bastidores, seu nome é associado à chefia da Casa Civil, posição estratégica por concentrar a articulação política e administrativa do Executivo.
Outro nome frequentemente mencionado é o do deputado estadual e vice-governador eleito Rodrigo Camargo, do Podemos. Delegado de carreira, ele aparece entre os cotados para assumir a área da Segurança Pública. Caso a possibilidade se confirme, Camargo acumularia papel de destaque em uma das áreas mais sensíveis da administração estadual.
As especulações alcançam ainda outros setores importantes da máquina pública. O prefeito reeleito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro (PL), é lembrado para o comando do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO), órgão responsável por uma área de grande interesse para os municípios. Para o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO), circula o nome de Oscar Neto, por indicação do prefeito Léo Moraes.
Na Saúde, uma das pastas que deverão exigir atenção imediata da futura administração, o nome mencionado é o de Sílvia Cristina, em virtude do magnífico trabalho prestado na área da Saúde. Já para a área de Assistência Social, Patrícia Rigotti, esposa do governador, aparece entre as possibilidades comentadas nos círculos políticos.
A formação do secretariado, porém, envolve uma questão que ultrapassa a escolha dos ocupantes de cargos. Marcos Rogério terá de definir como pretende distribuir responsabilidades entre aliados políticos, quadros técnicos e lideranças que participaram de seu projeto eleitoral, sem perder de vista a necessidade de coordenação administrativa.
Um movimento concreto já ocorreu com a escolha do deputado federal Lúcio Mosquini (PL) para coordenar os 22 representantes do governador eleito na equipe de transição, oficializada em 16 de outubro. A designação colocou Mosquini em posição de interlocução direta no levantamento das condições administrativas do Estado.
Por enquanto, é importante separar as decisões oficiais das conjecturas políticas. Reportagem publicada em 26 de outubro também apontou que setores como Casa Civil, Saúde e DER permaneciam em discussão e que ainda não havia definição sobre a forma de divulgação do futuro secretariado.
O silêncio de Marcos Rogério em relação aos nomes mantém aberto o espaço para especulações. Cada indicação poderá sinalizar o desenho político do novo governo, o grau de participação dos aliados e a forma como o governador eleito pretende conduzir sua relação com os partidos e demais lideranças estaduais.
Mais do que preencher cargos, Marcos Rogério está diante da tarefa de montar o núcleo político e administrativo que dará sustentação ao seu governo. As urnas já definiram quem comandará Rondônia a partir de janeiro. Resta saber quem estará ao seu lado nas decisões e nos desafios dos próximos quatro anos.