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    porto velho, sexta-feira 25 de setembro de 2026

Fim das Bets vai criar rombo de R$ 1,77 bilhão em Flamengo, Corinthians e Palmeiras

Contratos milionários com casas de apostas colocam os três maiores clubes em uma eventual linha de impacto caso o governo avance com restrições ou proibição do setor


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Publicada em: 25/09/2026 09:35:36 - Atualizado

A possibilidade de o governo federal endurecer as regras para as casas de apostas esportivas, chegando até a discutir a proibição das chamadas bets, coloca uma questão financeira no centro do debate no futebol brasileiro: quanto os grandes clubes teriam de buscar no mercado para substituir receitas milionárias de patrocínio?

Entre os principais afetados estariam Flamengo, Corinthians e Palmeiras, que atualmente têm casas de apostas ocupando o espaço mais nobre de seus uniformes.

Somados, os valores fixos dos contratos atualmente divulgados representam aproximadamente R$ 518,5 milhões por temporada para os três clubes. Considerando bônus e metas previstos nos acordos, o potencial anual ultrapassa R$ 638 milhões.

Flamengo: contrato de quase R$ 900 milhões

O Flamengo assinou em 2025 um contrato com a Betano válido até o final de 2028. O acordo prevê R$ 268,5 milhões por temporada e total de aproximadamente R$ 895 milhões em 40 meses.

O valor inclui R$ 256,5 milhões em pagamentos anuais fixos, além de outras parcelas e componentes previstos no contrato. O acordo foi apresentado pelo clube como o maior patrocínio do futebol brasileiro.

A eventual interrupção desse tipo de contrato representaria, portanto, uma fonte de receita de centenas de milhões de reais que precisaria ser substituída por outras modalidades de patrocínio, publicidade ou exploração comercial.

Corinthians: até R$ 200 milhões por ano

No Corinthians, a situação também envolve valores expressivos.

O clube renovou em fevereiro de 2026 o contrato com a Esportes da Sorte até dezembro de 2029. O novo acordo prevê R$ 150 milhões por ano, podendo chegar a R$ 200 milhões anuais caso sejam alcançadas as metas previstas no contrato.

O novo vínculo elevou consideravelmente o valor em relação ao contrato anterior, que representava aproximadamente R$ 103 milhões por temporada.

Caso contratos com empresas de apostas deixem de ser permitidos, o Corinthians teria de substituir uma receita que pode alcançar R$ 200 milhões anuais.

Palmeiras: R$ 100 milhões fixos, podendo chegar a R$ 170 milhões

O Palmeiras também tem uma casa de apostas como patrocinadora máster.

A Sportingbet assumiu o espaço principal do uniforme em 2025 em um contrato de três temporadas, com possibilidade de renovação por mais uma. O acordo prevê R$ 100 milhões fixos por temporada, com possibilidade de chegar a aproximadamente R$ 170 milhões mediante bônus e metas. O contrato também possui correção anual pela inflação.

Assim, apenas nos valores fixos, Flamengo, Corinthians e Palmeiras movimentam cerca de R$ 518,5 milhões por ano em contratos de patrocínio máster vinculados ao setor de apostas.

Se forem considerados os valores máximos divulgados com bônus e metas, o potencial chega a aproximadamente R$ 638,5 milhões por temporada.

Uma conta que mostra o tamanho do desafio

ClubePatrocinadorValor anual divulgadoVigência
FlamengoBetanoR$ 268,5 milhõesaté 2028
CorinthiansEsportes da SorteR$ 150 milhões fixos, até R$ 200 milhõesaté 2029
PalmeirasSportingbetR$ 100 milhões fixos, até R$ 170 milhõescontrato iniciado em 2025

Os números mostram a dimensão econômica que o mercado de apostas adquiriu no futebol brasileiro.

A discussão ganhou força em setembro de 2026, depois de o governo federal passar a avaliar alternativas que incluem desde novas restrições à publicidade até uma eventual proibição das apostas digitais.

Clubes de futebol já reagiram ao debate. Segundo reportagens recentes, representantes de grandes equipes argumentam que uma proibição dos patrocínios poderia provocar perdas bilionárias para o futebol brasileiro.

Por outro lado, entidades contrárias às apostas defendem que os impactos sociais e econômicos do setor precisam ser considerados na formulação das políticas públicas.

O ponto central, portanto, é financeiro: se o mercado de apostas deixar de poder patrocinar clubes, Flamengo, Corinthians e Palmeiras terão de encontrar novas fontes de receita para substituir contratos que, juntos, movimentam centenas de milhões de reais por ano.

O tamanho desse eventual impacto dependerá, entre outros fatores, do formato final das medidas adotadas pelo governo, da situação jurídica dos contratos vigentes e da capacidade dos clubes de substituir essas propriedades comerciais por patrocinadores de outros setores.


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