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porto velho, quinta-feira 2 de abril de 2026

PORTO VELHO-RO: Rondônia segue sem aderir à proposta do governo federal para conter a alta do diesel e mantém indefinição sobre o tema, mesmo diante da adesão já confirmada por diversos estados. Nos bastidores, a avaliação continua, mas sem qualquer sinalização concreta de decisão.
A medida, estruturada pelo Ministério da Fazenda, sob condução de Dario Durigan, prevê subsídio de R$ 1,20 por litro do diesel importado, dividido entre União e estados. O modelo, que dispensa a redução do ICMS, tenta aliviar os impactos da escalada dos combustíveis sobre setores estratégicos da economia.
Ainda assim, a pressão local cresce. Entidades representativas de Rondônia formalizaram pedido ao governo estadual para redução de pelo menos 50% da alíquota efetiva do ICMS incidente sobre o diesel — atualmente fixada em cerca de R$ 1,17 por litro. Até agora, no entanto, não houve qualquer resposta positiva por parte do governo.
O silêncio do Executivo estadual, diante de uma demanda direta do setor produtivo, expõe um impasse que vai além da matemática tributária. Em um cenário de custos elevados, fretes pressionados e impacto direto no preço dos alimentos, a recusa em flexibilizar o imposto é vista por segmentos econômicos como falta de sensibilidade diante da crise.
Enquanto isso, o governo federal tenta avançar com medidas emergenciais, e órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica seguem monitorando o mercado.
Mas, no centro do debate, a posição de Rondônia passa a carregar um peso político evidente: entre aliviar a pressão sobre a economia ou sustentar a arrecadação, o governo estadual escolhe, até aqui, não ceder — e essa escolha já começa a cobrar seu preço no discurso público e nos bastidores do poder.