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    porto velho, terça-feira 23 de julho de 2024

Ao menos 22 pessoas morreram em ataque na Faixa de Gaza, diz Cruz Vermelha

Após o ataque, um hospital de campanha da Cruz Vermelha nas proximidades recebeu 22 corpos e 45 feridos, informou o CICV.


CNN

Publicada em: 22/06/2024 11:14:45 - Atualizado

MUNDO: O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirma que pelo menos 22 pessoas foram mortas em um ataque que atingiu civis que estavam em abrigos no sul de Gaza na sexta-feira (21).

Israel vem intensificando sua operação na vizinha Rafah, onde lançou uma ofensiva no mês passado como parte de sua campanha para desmantelar o Hamas em Gaza.

Após o ataque, um hospital de campanha da Cruz Vermelha nas proximidades recebeu 22 corpos e 45 feridos, informou o CICV.

A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) acusou Israel pelo ataque, dizendo que estava lidando com um grande número de vítimas.

As forças armadas israelenses disseram que o incidente estava sendo analisado, mas as investigações iniciais não encontraram “nenhum indicativo” de que estivessem por trás do ataque em Mawasi.

O governo israelense identificou parte de Mawasi — na costa — como uma zona humanitária.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde de Gaza relatou o maior número de mortes na Faixa de Gaza em um período de 24 horas desde 9 de junho.

O ministério disse que 101 pessoas foram mortas na quinta-feira (20) e outras 169 ficaram feridas.

De acordo com o comitê da Cruz Vermelha, uma das suas instalações foi danificada no ataque de sexta-feira (21).

Em um post no X, o CICV não atribuiu a responsabilidade pelo ataque, mas disse que “o escritório do CICV — que está cercado por centenas de civis desalojados que vivem em tendas — foi danificado por bombardeios próximos em Gaza”.

“Disparar tão perigosamente perto de estruturas humanitárias coloca em risco a vida de civis e humanitários”, acrescenta a publicação.

O CICV disse que havia “projéteis de calibre pesado” que caíram a poucos metros da instalação e que esse incidente foi um dos vários ocorridos nos últimos dias, depois que balas perdidas atingiram estruturas do comitê.

Ele disse que as partes envolvidas no conflito têm a obrigação de tomar “todas as precauções possíveis para evitar danos aos civis”.


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