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    porto velho, segunda-feira 16 de março de 2026

“Esse chão foi semeado com o sangue dos pioneiros”, diz Amir ao relembrar colonização de RO

Ao relembrar as dificuldades da época, o ex-senador citou episódios marcantes envolvendo conflitos por terra e problemas de saúde que atingiram os colonos...


Redação

Publicada em: 15/03/2026 15:31:17 - Atualizado

Foto: Rondonoticias

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo) recebeu o ex-senador e ex-ministro da Previdência Amir Lando para uma entrevista dedicada à história da formação de Rondônia e aos desafios enfrentados durante o processo de colonização da região.

Durante a conversa, Amir Lando relembrou sua chegada ao território rondoniense no início da década de 1970, quando passou a atuar no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Segundo ele, a realidade encontrada naquele período era marcada por grandes áreas de floresta e poucos núcleos urbanos estruturados. “Eu cheguei aqui em janeiro de 1970 e o que se via era floresta. Era um momento de desbravamento e de afirmação da presença brasileira nesses confins da Amazônia”, recordou.

O ex-ministro explicou que sua atuação estava ligada à comissão responsável pela separação das terras públicas das propriedades privadas, etapa fundamental para viabilizar os projetos de colonização. 

Foto: Rondonoticias

De acordo com ele, o objetivo do governo federal era estimular a ocupação da Amazônia e consolidar a presença populacional na região. “Era um processo de vivificação da Amazônia, colocar vida humana aqui para garantir a soberania nacional”, afirmou.

Durante a entrevista, Lando destacou a chegada de milhares de migrantes vindos de diferentes regiões do país, especialmente do Sul e do Centro-Oeste, atraídos pelas políticas de ocupação e pela promessa de acesso à terra. Para ele, esses pioneiros foram responsáveis pela construção do estado. “O que mais me chamou atenção foi a coragem desses brasileiros. Eles chegavam aqui com o cacau nas costas, levando café, açúcar e sal para começar uma vida nova. Esse povo é heróico”, declarou.

Ao relembrar as dificuldades da época, o ex-senador citou episódios marcantes envolvendo conflitos por terra e problemas de saúde que atingiram os colonos. Segundo ele, a malária foi uma das maiores tragédias vividas naquele período. “Muita gente morreu. Esse chão foi semeado com o sangue dos pioneiros”, disse.

Outro ponto destacado foi a importância da abertura da BR-364 para o desenvolvimento de Rondônia. Para Amir Lando, a rodovia foi decisiva para acelerar a chegada de migrantes e permitir a integração da região com o restante do país. “Sem a BR-364 nós continuaríamos isolados. Foi ela que permitiu que Rondônia começasse a se desenvolver de verdade”, afirmou.

Ao longo da entrevista, o ex-ministro também relembrou histórias vividas durante o processo de colonização e destacou o esforço coletivo que marcou a construção do estado. “Quando os colonos recebiam o título da terra nas mãos, muitos choravam e diziam: ‘Essa terra é minha, aqui vão nascer meus filhos’. Foi assim que Rondônia foi construída”, concluiu.

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