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    porto velho, quarta-feira 29 de julho de 2026

Premiê do Iraque convoca reunião de emergência após ataques dos Estados Unidos

Ali Falih al-Zaidi também cancelou encontro com príncipe saudita, que aconteceria na quinta-feira (30); Arábia Saudita atuou na ofensiva contra milícias no país


cnn

Publicada em: 29/07/2026 10:05:09 - Atualizado

MUNDO: O primeiro-ministro do Iraque, Ali Falih al-Zaidi, convocou uma reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional para esta quarta-feira (29), segundo comunicado de seu gabinete, após ataques conjuntos da Arábia Saudita e dos Estados Unidos contra milícias iraquianas pró-Irã.

"Um comunicado detalhado será emitido após esta reunião sobre os desfechos e as decisões tomadas", diz um trecho do comunicado.

Ele também cancelou uma reunião planejada com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em Jeddah, na Arábia Saudita, na quinta-feira (30), disseram três pessoas familiarizadas com o assunto.

Pelo menos 20 pessoas morreram e 32 ficaram feridas após forças dos Estados Unidos e da Arábia Saudita realizarem ataques conjuntos contra instalações de logística e armamento no Iraque ligadas ao Irã, segundo um comunicado divulgado no Telegram pelas FMP (Forças de Mobilização Popular).

Os ataques tiveram como alvo instalações da FMP nas províncias de Bagdá, Wasit, Nínive, Basra, Kirkuk, Karbala e Diyala, informou a FMP, causando danos de diferentes graus a vários quartéis-generais, veículos e equipamentos militares.

Washington e Riad disseram ter atacado conjuntamente grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque em retaliação aos ataques com drones contra alvos petrolíferos sauditas.

Em um comunicado anterior nas redes sociais, a 30ª Brigada do grupo afirmou que sete ataques aéreos atingiram locais estratégicos em Nínive, região no norte do Iraque, por volta das 3h20 da manhã, horário local, matando dez pessoas e ferindo seis.

"O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) e as Forças Armadas da Arábia Saudita realizaram ataques de precisão no Iraque, em 28 de julho, contra terroristas alinhados ao Irã que foram orientados pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) a atacar forças americanas e a infraestrutura energética saudita", afirmou o CENTCOM em um comunicado.

A Arábia Saudita também confirmou os ataques em coordenação com o Comando Central dos EUA.

O Ministério da Defesa saudita afirmou ainda que o país não busca uma escalada do conflito, mas responderá a qualquer agressão.

Foi a primeira vez durante a guerra que a Arábia Saudita declarou publicamente sua participação em ataques conjuntos ao lado dos Estados Unidos.

Grupos armados do Iraque

As Forças de Mobilização Popular do Iraque são poderosos grupos paramilitares apoiados por Teerã e incorporados às forças de segurança formais iraquianas.

Os ataques conjuntos potencialmente ampliam o conflito, arrastando a Arábia Saudita, de maioria sunita, para o combate contra grupos paramilitares xiitas apoiados pelo Irã em uma nova frente.

O governo iraquiano, liderado por xiitas e um dos poucos no mundo a manter laços militares e diplomáticos estreitos tanto com o Irã quanto com os Estados Unidos, convocou uma reunião de emergência.

Washington há muito tempo pressiona o governo de Bagdá a reprimir os paramilitares apoiados pelo Irã, mas as tentativas anteriores nesse sentido provocaram agitação interna.

A Arábia Saudita também foi arrastada para o conflito em outra frente, com o movimento Houthi, alinhado ao Irã, no Iêmen, anunciando um bloqueio às exportações de petróleo sauditas no Mar Vermelho na semana passada e atacando navios e instalações petrolíferas.


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