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porto velho, segunda-feira 21 de setembro de 2026

MUNDO: A participação do presidente norte-americano, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU deste ano acontece em meio ao afastamento de aliados tradicionais dos Estados Unidos e temores de um conflito mais amplo na Europa.
Na mesma semana, Trump se prepara para receber na Casa Branca o líder chinês, Xi Jinping, em uma reunião cujos impactos podem ser decisivos para a geopolítica.
O presidente dos EUA discursa na terça-feira (22) logo depois do presidente Lula; o líder brasileiro abre a semana de discussões de alto nível da Assembleia Geral, uma tradição que reconhece as contribuições do Brasil à ONU e ao multilateralismo. Em seguida, é a vez do líder norte-americano.
Em 2025, Trump fez duras críticas e questionou o papel da organização. Também reclamou da infraestrutura da sede da ONU em Nova York, com problemas no teleprompter e na escada rolante.
Neste ano, o discurso deve abordar principalmente a guerra no Irã, com a assembleia servindo como um palco em que Trump pode defender suas ações no conflito que gerou uma crise global de combustíveis e fez sua aprovação nos EUA despencar.
Ele ainda deve aproveitar a semana em Nova York para se reunir com o presidente francês, Emmanuel Macron, e o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham - será o primeiro encontro entre os dois. Reuniões que devem ser marcadas por esforços dos europeus para a reaproximação de Trump.
Neste ano, a Assembleia Geral da ONU também acontece às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, em que estão em jogo toda a Câmara dos Deputados e um terço dos assentos no Senado. Pesquisas mostram que, com a baixa aprovação do governo Trump, republicanos tendem a perder assentos.
Em meio às tensões do partido, Donald Trump se reúne com republicanos em Nova York. A agenda também inclui uma visita ao prefeito da cidade, o democrata Zohran Mamdani, com quem Trump tem mantido uma relação cordial apesar das diferenças políticas gritantes entre os dois.
Até o momento, não há nenhum encontro bilateral previsto entre Lula e Trump.