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    porto velho, terça-feira 10 de fevereiro de 2026

Facada no coração matou professora após ataque em faculdade de Porto Velho

A gravidade da lesão impediu qualquer possibilidade de atendimento médico eficaz. A delegada explicou que, caso o coração não tivesse sido atingido, havia possibilidade...


Redação

Publicada em: 10/02/2026 14:56:35 - Atualizado

Juliana Santiago — Foto: Reprodução/redes Sociais

PORTO VELHO, RO - A professora Juliana Santiago, de 41 anos, morreu antes de chegar ao hospital após ser atingida por uma facada que perfurou o coração, durante um ataque ocorrido dentro de uma faculdade particular de Porto Velho. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que conduz a investigação do caso.

Segundo a delegada Leisaloma Carvalho, responsável pelo inquérito, o golpe provocou uma hemorragia interna intensa, levando a vítima a um choque hipovolêmico, condição caracterizada pela rápida perda da capacidade do organismo de manter a circulação sanguínea, o que resulta em morte em curto espaço de tempo. A gravidade da lesão impediu qualquer possibilidade de atendimento médico eficaz.

Juliana foi atacada dentro de uma sala de aula. Ela era professora de Direito Penal na instituição de ensino e também atuava como escrivã da Polícia Civil. O crime é tratado como feminicídio.

De acordo com o registro policial, a vítima sofreu outros ferimentos, incluindo golpes na região do tórax e um corte no braço. No entanto, a Polícia Civil esclareceu que apenas um dos golpes foi determinante para a morte, por ter atingido diretamente um órgão vital. Isoladamente, os demais ferimentos não seriam suficientes para causar o óbito.

A delegada explicou que, caso o coração não tivesse sido atingido, havia possibilidade de sobrevivência. No entanto, a perfuração cardíaca provocou um quadro irreversível, levando à morte ainda no local ou durante o socorro.

Em depoimento, o aluno apontado como autor do crime, João Cândido da Costa Júnior, afirmou que a faca utilizada teria sido entregue pela própria professora. Essa versão, porém, não foi confirmada até o momento e não há elementos que a sustentem.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer completamente a dinâmica do crime, as circunstâncias do ataque e a motivação envolvida.


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