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porto velho, quarta-feira 21 de outubro de 2026

PORTO VELHO-RO: Um crime brutal que provocou grande repercussão em Porto Velho volta ao centro das atenções nesta quarta-feira (21), com o julgamento de Vinicius Wallace do Casal Marinho, acusado de assassinar a ex-companheira, Jaiane Lemos, e o amigo dela, Everaldo Oliveira. O duplo homicídio aconteceu em abril de 2024, dentro da residência da mulher, na presença da filha do ex-casal, que tinha menos de dois anos.
O julgamento será realizado no Tribunal do Júri da capital rondoniense. Além de Vinicius, também estará no banco dos réus Railson Ferreira da Silva, apontado pelas investigações como o responsável por conduzir o veículo utilizado na fuga após os assassinatos. Os dois estão presos e respondem por homicídio qualificado. No caso da morte de Jaiane, a acusação também inclui a qualificadora de feminicídio.
De acordo com as investigações, câmeras de segurança registraram o momento em que Vinicius pulou o muro da residência da ex-companheira. Em seguida, ele teria invadido o imóvel e efetuado disparos contra Jaiane e Everaldo, provocando a morte das duas vítimas.
Um dos aspectos mais chocantes do caso foi a presença da filha pequena do ex-casal durante o ataque. A criança, que ainda não havia completado dois anos, estava no imóvel quando a mãe e o amigo foram mortos.
Após o crime, Vinicius teria deixado o local em um automóvel conduzido por Railson. Quatro dias depois, apresentou-se à polícia. O episódio causou forte comoção pela violência empregada e pelas circunstâncias em que ocorreram as mortes.
Agora, mais de dois anos depois, caberá ao Conselho de Sentença analisar as provas apresentadas durante o processo e decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados. O julgamento deverá examinar a participação atribuída a cada réu e as qualificadoras apontadas pela acusação.
O caso reacende o debate sobre a violência contra a mulher e as consequências de crimes cometidos no ambiente familiar, especialmente quando crianças presenciam episódios de extrema violência. Os acusados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência até decisão judicial definitiva.