Fundado em 11/10/2001
porto velho, sexta-feira 6 de novembro de 2026

ROLIM DE MOURA, RO – A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Quirinus, uma ofensiva contra uma organização criminosa investigada por controlar o tráfico de drogas e explorar rinhas de galos com apostas ilegais no município de Rolim de Moura. A ação prevê o cumprimento de 28 mandados judiciais, sendo sete de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão.
Coordenada pela Segunda Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO2), a operação tem como alvo uma estrutura criminosa que, segundo as investigações, atuava sob o domínio territorial da facção Comando Vermelho, impondo regras e exercendo influência sobre a comercialização de entorpecentes na cidade e em municípios da região.
As investigações apontam que o grupo teria estabelecido uma espécie de monopólio do tráfico, com divisão organizada de funções entre fornecedores, intermediários e revendedores. A estrutura permitia o abastecimento contínuo dos pontos de comercialização e a distribuição de drogas diretamente aos consumidores.
Uma das frentes criminosas funcionava por meio de um sistema de entrega de entorpecentes, semelhante a um serviço de delivery. Maconha, cocaína e crack eram negociados por mensagens, com pedidos organizados em tempo real, entregas coordenadas e pagamentos realizados por Pix.
Outra parte da organização atuava na distribuição e revenda de maconha em pontos fixos, conhecidos como bocas de fumo. Segundo a Polícia Civil, as negociações ocorriam de maneira frequente, demonstrando uma estrutura organizada de abastecimento e comercialização.
Durante o trabalho investigativo, os policiais reuniram registros de negociações, imagens de grandes quantidades de drogas e de arma de fogo, além de outros elementos que contribuíram para identificar a atuação dos suspeitos.
A investigação também revelou que integrantes da organização estariam envolvidos na realização de rinhas de galos, acompanhadas de apostas clandestinas. Nesse núcleo, dez investigados foram submetidos a medidas cautelares, incluindo a proibição de participar desses eventos e de manter contato entre si.
A Operação Quirinus representa um desdobramento de uma investigação anterior conduzida pela DRACO2 e integra as ações da Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim).
A ofensiva contou com apoio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), do Ministério Público de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), além da DECCO, DPI, Idaron e Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
Os investigados ligados ao comércio de entorpecentes poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, cujas penas máximas, somadas, podem chegar a 25 anos de prisão.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com a análise dos materiais apreendidos durante a operação. O objetivo é aprofundar a identificação dos envolvidos, esclarecer a extensão das atividades criminosas e reunir provas sobre o funcionamento da organização na região.
Até a divulgação das primeiras informações, não havia confirmação oficial sobre o número de prisões efetivamente realizadas durante a ofensiva.