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porto velho, terça-feira 31 de março de 2026

PORTO VELHO - RO - Durante entrevista na tarde de segunda-feira, 30, a um programa de televisão local, o ex-senador Amir Lando-MDB, pré-candidato ao Senado, usando um tom menos inflamado e mais voltado à construção de soluções, colocou a juventude no centro do debate político e sinalizou que, se retornar parlamento, fará também do primeiro emprego uma de suas principais bandeiras.
Longe de discursos de confronto, Lando adotou uma linha programática e chamou atenção para um desafio que, segundo ele, já bate à porta: o impacto da revolução tecnológica sobre o mercado de trabalho. Ao abordar o avanço da inteligência artificial, da automação e da robotização, alertou para o risco real de redução de postos tradicionais e a necessidade urgente de adaptação.
Para o ex-senador, o Brasil — e especialmente Rondônia — ainda não se preparou adequadamente para essa transformação. Defendeu políticas públicas capazes de formar mão de obra qualificada, alinhada às novas exigências do mercado, mas sem abrir mão do que classificou como “sentido de humanidade” no processo produtivo.
A preocupação mais enfática, no entanto, recai sobre os jovens. Segundo Lando, há uma geração que estuda, se qualifica, mas encontra portas fechadas ao tentar ingressar no mercado de trabalho. O resultado, aponta, é um movimento silencioso de evasão: jovens deixando suas cidades, afastando-se de suas famílias e rompendo vínculos em busca de oportunidades que não encontram em sua própria terra.
Nesse contexto, o ex-senador defende uma agenda que vá além do discurso. Para ele, Rondônia precisa criar condições concretas para absorver essa juventude, oferecendo emprego, renda e perspectiva de futuro. “Não basta formar. É preciso empregar com dignidade”, tem reiterado.
Ao projetar um eventual mandato no Senado, Amir Lando indica que pretende atuar na formulação de políticas estruturantes voltadas à inserção produtiva dos jovens, conectando educação, inovação e desenvolvimento regional.
Sem recorrer a embates ideológicos, Lando aposta em um discurso de base: preparar o presente para não comprometer o futuro. E, nesse cálculo, a juventude aparece não como promessa de campanha, mas como prioridade de de sua agenda.