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    porto velho, quarta-feira 6 de julho de 2022

Prisão de Milton Ribeiro eleva pressão política por abertura de CPI do Ministério da Educação

Autor do pedido no Senado, Randolfe Rodrigues diz que falta apenas uma assinatura para que a solicitação seja protocolada.


correio brasiliense

Publicada em: 23/06/2022 08:33:49 - Atualizado


BRASIL-A prisão do ex-ministro Milton Ribeiro reacendeu o debate no Congresso em torno da abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar corrupção no Ministério da Educação. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que falta apenas a concordância de mais um parlamentar, dos 27 necessários, para que seja instalado o colegiado.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) é um dos signatários do documento. "É preciso investigar a fundo os supostos escândalos no Ministério da Educação, uma das pastas mais importantes do país", defendeu.

O requerimento já havia alcançado o número necessário de assinaturas mas, em abril, houve desistências de parlamentares, como o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR).

Mesmo que a oposição consiga as assinaturas, integrantes do governo dizem não estar preocupados, pois há outras CPI protocoladas à frente, e por isso, a do MEC deve ir para o final da fila.

Em entrevista coletiva ontem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também mencionou a existência de outros pedidos de abertura de comissão. "A exigência da CPI é de um fato determinado, que precisa ser narrado, sobre o qual haja mínima justa-causa, mínima prova e indícios em relação a esse fato", afirmou. "A questão de uma prisão preventiva, que pressupõe algumas coisas, que é indício de autoria, acaba, evidentemente, sendo fato relevante para a consideração da CPI, mas não necessariamente determinante para a instalação", acrescentou, em referência à detenção de Milton Ribeiro.

Além disso, na avaliação de Pacheco, o fato de este ser ano eleitoral pode impactar a isenção e a dedicação da CPI. "Em momento pré-eleitoral e muito próximo das eleições, isso de fato é algo que prejudica o escopo de uma CPI, que é uma investigação isenta, que deve durar o tempo necessário. Acaba prejudicando, sim, dessa ou de qualquer outra CPI que venha a ser instalada", argumentou.