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porto velho, sexta-feira 6 de fevereiro de 2026

Um estudo realizado pelo Instituto Lucy Montoro, centro de reabilitação para pessoas com doenças físicas, revelou que os casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) vêm crescendo em pessoas jovens. Segundo a pesquisa, de janeiro a outubro deste ano, mais da metade dos pacientes atendidos na rede tinham menos de 60 anos.
Popularmente conhecido como derrame, o AVC é uma das principais causas de morte no mundo, sendo responsável por 11% dos óbitos. No Brasil, de janeiro a outubro de 2025, quase 65 mil pessoas perderam a vida em decorrência desta condição. Das pessoas que sobrevivem, metade ficam com sequelas.
Ricardo Santos, médico neurocirurgião, explicou que o AVC ocorre quando o cérebro deixa de receber sangue adequadamente. Ele pode acontecer de duas maneiras: com o AVC isquêmico, quando há o entupimento de uma artéria no cérebro por um coágulo, ou com o AVC hemorrágico, quando há o rompimento de um vaso dentro do cérebro, causando um sangramento.
Os sintomas do Acidente Vascular Cerebral incluem dormência em um dos lados do corpo, confusão mental, dificuldade para falar e visão embaçada. A rápida intervenção médica é crucial para minimizar danos permanentes.
Fatores como doenças cardíacas, sedentarismo, tabagismo e o uso incorreto de anabolizantes podem aumentar o risco de derrame. Tácio Silva, atleta e professor de jiu-jitsu, sofreu um AVC há três anos. Na época, ele tinha 45 anos e usava frequentemente anabolizantes para ganhar força muscular.
Ele passou 15 dias internado na UTI e, quando saiu do hospital, não conseguia mexer nenhum músculo do corpo. Após uma intensa reabilitação, Tássio conseguiu voltar a caminhar, dirigir e comer sozinho. Ele retornou a academia onde trabalhava como professor de jiu-jitsu e hoje é paratleta profissional, colecionando mais de 50 medalhas em um ano.