• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, segunda-feira 5 de janeiro de 2026

Lula passa vergonha mundial ao defender Maduro e é aconselhado a ficar calado

A postura do Palácio do Planalto ocorre em um momento particularmente sensível.


Redação

Publicada em: 03/01/2026 10:27:42 - Atualizado


A reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela reacendeu críticas à condução da política externa brasileira. Ao classificar a ofensiva americana como uma “afronta gravíssima à soberania”, Lula voltou a se posicionar em defesa de Nicolás Maduro, líder venezuelano que enfrenta acusações graves na Justiça dos EUA, incluindo narcotráfico e crimes transnacionais.

A postura do Palácio do Planalto ocorre em um momento particularmente sensível. O governo norte-americano anunciou que Maduro será submetido à Justiça americana, elevando a crise venezuelana a um novo patamar internacional. Ainda assim, Lula optou por uma defesa enfática do regime chavista, sem mencionar as denúncias que pesam contra o líder venezuelano nem o histórico de violações democráticas apontadas por organismos internacionais.

Críticos avaliam que a posição do presidente brasileiro repete um padrão já conhecido: a priorização de alianças ideológicas em detrimento de uma diplomacia pragmática. Ao condenar duramente os Estados Unidos e relativizar as acusações contra Maduro, Lula coloca o Brasil em rota de colisão com parceiros estratégicos e enfraquece o discurso brasileiro em defesa da democracia e dos direitos humanos no cenário global.

Além do impacto externo, a declaração presidencial também gera ruído interno. Setores do Congresso e analistas de política internacional questionam por que o governo brasileiro escolhe defender um líder acusado de crimes graves, em vez de adotar uma postura mais equilibrada, que condene violações à soberania sem ignorar a responsabilidade individual de governantes investigados.

Ao assumir uma defesa quase automática de Maduro, Lula arrisca transformar o Brasil de possível mediador regional em parte do problema. Em um contexto de tensão geopolítica crescente, a escolha por um alinhamento ideológico rígido pode custar caro à credibilidade internacional do país e limitar sua capacidade de diálogo com diferentes polos de poder.


Fale conosco