Fundado em 11/10/2001
porto velho, quarta-feira 25 de fevereiro de 2026

A Defensoria Pública do Estado de Goiás entrou com uma ação judicial para responsabilizar a CNN Brasil, Globo, Record, TV Serra Dourada e Televisão Anhanguera e outros por reportagens e publicações consideradas ofensivas contra Sarah Araújo. Ela teve dois filhos assassinados pelo ex-marido, Thales Machado, em Itumbiara, Goiás. A ação foi confirmada ao iG e solicita retirada das publicações, além de pagamento por danos morais coletivos.
A ação tem como objetivo frear o que a instituição intitula como revitimização e linchamento virtual da mãe, então proposta pelo Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO).
De acordo com o processo, os veículos teriam intensificado a tragédia sofrida por Sarah, além de veicular imagens pessoais e um vídeo mostrando em que ela parece estar beijando outro homem.
Conforme a Defensoria, as postagens e os comentários tiraram o foco do crime brutal para a conduta moral de Sarah, expondo sua vida pessoal em um momento de vulnerabilidade.
"O Nudem identificou que comentários e publicações transferiam o foco da brutalidade do agressor para a conduta moral da mulher, expondo-a a um linchamento virtual em seu momento de maior vulnerabilidade. Tais veículos teriam se mantido inertes diante do discurso de ódio inflamado nos seus próprios sites ou perfis das redes sociais. Alguns deles chegaram a publicar ataques diretos à mulher, expondo vídeos e imagens de sua intimidade, na intenção de justificar o cometimento do crime", informou a Defensoria.