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porto velho, domingo 1 de março de 2026

BRASIL: O desembargador Magid Nauef Láuar, acusado de assédio e envolvido no caso que absolveu um homem de 35 anos de estupro contra uma menina de 12 anos, continuará recebendo um saláro integral, mesmo depois de ser afastado de suas funções na 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O afastamento foi determinado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) nesta sexta-feira (27).
O salário atual do magistrado é de R$ 41.845,49. A resolução sobre o subsídio é da própria CNJ de Nº 135, de 13 de julho de 2011, que assegura este valor até a conclusão da investigação, que neste caso envolve abuso sexual contra Laúar.
Em nota, o Tribunal informou que, durante o afastamento do desembargador, um novo magistrado(a) de primeiro grau será convocado para "substituí-lo na relatoria dos processos e na atuação na 9ª Câmara Criminal, para a continuidade do trabalho e dos julgamentos".
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O nome do magistrado veio à tona após ele ter sido o relator do julgamento que absolveu um homem de 35 anos que manteve relação com uma menina de 12 anos.
Depois da repercussão da decisão, a Corregedoria Nacional de Justiça recebeu denúncias de abuso sexual contra Láuar e abriu um processo administrativo para investigá-lo.
Caso fique comprovada a culpa do magistrado, ele pode ser aposentado compulsoriamente com vencimentos proporcionais – penalização máxima para juízes no âmbito administrativo.