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    porto velho, quarta-feira 18 de março de 2026

Caminhoneiros de todo o Brasil decidem nesta tarde se entram em greve após alta do diesel

Segundo Landim, empresas transportadoras estariam descumprindo o valor mínimo do frete rodoviário pago aos caminhoneiros


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Publicada em: 18/03/2026 11:14:58 - Atualizado


BRASIL: Em reunião marcada para iniciar às 15h desta quarta-feira (18) em Santos (SP), entidades que representam caminhoneiros de todo o país devem decidir se aderem a uma greve nacional em protesto contra o aumento nos custos dos trabalhadores em razão da alta dos combustíveis.

Na segunda-feira (16), o início de um movimento grevista foi aprovado em uma assembleia que contou com a participação da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), entre outras entidades e cooperativas de caminhoneiros.

“A categoria, a maioria que lá estava, decidiu cruzar os braços”, diz Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava. “De fato, as condições que a gente está tendo hoje, com esses aumentos de combustíveis, não tem como manter o transporte rodando.”

Os preços do diesel passaram a subir acompanhando a cotação do barril de petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã culminar no fechamento do Estreito de Ormuz, rota de escoamento de cerca de 20% do petróleo bruto do mundo.

Segundo Landim, empresas transportadoras estariam descumprindo o valor mínimo do frete rodoviário pago aos caminhoneiros autônomos, fazendo com que os custos com aumento nos preços dos combustíveis sejam assumidos injustamente pelo trabalhador.

Uma das medidas que Landim pede à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é o travamento eletrônico ou a perda do registro de transportadoras que não pratiquem os pisos do frete rodoviário. “O transportador não pode absorver esse alto custo”, diz.

Dea cordo com Landim, representantes de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás já se mostraram favoráveis à greve.


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