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porto velho, quarta-feira 8 de abril de 2026

Aliados no mesmo palanque para as eleições de 2026 em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo e o ex-deputado Eduardo Cunha protagonizam uma reviravolta política marcada por conflitos recentes. Hoje filiados ao Republicanos, os dois, que já trocaram acusações públicas e chegaram a acionar a Justiça, agora dependem um do outro para viabilizar seus projetos eleitorais: Cleitinho como candidato ao governo de Minas e Cunha na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
De adversários a aliados políticos
A relação entre os dois foi marcada por embates duros. Em um ato bolsonarista em Belo Horizonte, Cleitinho chamou Cunha de “vagabundo” e “canalha” durante discurso em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração levou Cunha a apresentar uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que as ofensas não estavam protegidas pela imunidade parlamentar, por terem sido feitas fora do ambiente legislativo.
Na ação, a defesa do ex-presidente da câmara dos Deputados sustentou que as falas não configuravam liberdade de expressão, mas ataques pessoais com objetivo de desqualificação pública. O episódio acirrou ainda mais a rivalidade, que já havia se manifestado anteriormente no plenário do Senado.
Apesar do histórico de confrontos, o cenário mudou após dificuldades de Cunha em se filiar a outras siglas, como MDB, Podemos e União Brasil. Diante das recusas, o ex-deputado transferiu seu domicílio eleitoral para Minas Gerais e se filiou ao Republicanos, partido no qual Cleitinho tem forte influência no estado.