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    porto velho, quinta-feira 9 de abril de 2026

Corpo de jovem de 17 anos desaparecida é encontrado em área de mata de Jundiaí

Delegado afirmou que corpo de Melissa Felippe Martins Santos, desaparecida desde 28 de março, estava em estágio avançado de decomposição


metropoles

Publicada em: 09/04/2026 10:19:54 - Atualizado

BRASIL: O corpo de Melissa Felippe Martins Santos, a jovem de 17 anos que estava desaparecida há 12 dias, foi encontrado no final da tarde desta quarta-feira (8/4). Ela havia sumido no dia 28 de março, depois de realizar uma prova no prédio do cursinho que fazia em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Ao Metrópoles, o delegado José Ricardo Marchetti, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), confirmou que equipes policiais encontraram Melissa sem vida, em uma área de mata.

Ainda segundo Marchetti, o corpo estava em estágio avançado de decomposição e já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) a fim de apurar as causas da morte.

Relembre o caso

As câmeras de segurança do cursinho registraram a saída da menina por volta das 7h40. Por volta das 8h30, Melissa chegou a se encontrar com um amigo, com quem ficou até às 12h. Ele não sabe para onde ela foi em seguida.

Segundo o irmão de Melissa, Sólon Felippe Alvarenga, as informações do cartão de ônibus da adolescente mostram que ela foi até o Terminal Eloy Chaves, em Jundiaí, após ter se encontrado com o amigo. “Ela não tinha muito dinheiro e não usou o cartão dela, que também tinha uma quantia baixa”, explicou ele.

Ainda de acordo com Sólon, pesquisas no computador da jovem sugerem que ela procurou acomodações na região do Eloy Chaves e outros endereços mais próximos ao centro de Jundiaí. Segundo Sólon, o celular de Melissa foi desligado na tarde de 28 de março.

Quem foi Melissa

Ao Metrópoles, Sólon descreveu a irmã como “uma pessoa muito sensível que gosta muito de ler e escrever, e também de escutar música”. Torcedora do Santos, ela havia demonstrado um interesse recente em filosofia.

De acordo com o irmão, a rotina dela era o cursinho durante a manhã até a tarde, depois escola no período noturno, onde ficava até às 23h.

“[Ela] dizia querer fazer medicina, talvez para se tornar psiquiatra. Ela tem um histórico de tratamento psicológico e psiquiátrico, e tomava remédios controlados”, contou Sólon.

Melissa nunca havia desaparecido ou fugido de casa antes. Ela chegou a ter episódios sensíveis quanto ao quadro psiquiátrico no passado, quando tratou de depressão e ansiedade. O irmão acredita que o quadro pode ter se agravado recentemente, devido à pressão do vestibular.



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