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    porto velho, sábado 8 de agosto de 2026

Campanha de Lula tem semana de crise e mede impacto nas próximas pesquisas

A poucos dias do início da campanha, presidente busca virar a página dos episódios envolvendo o filho e o ex-chefe de gabinete


metropoles

Publicada em: 07/08/2026 10:08:34 - Atualizado

Após a semana de desgastes, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca virar a página depois das crises envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Novas informações sobre os casos que guardam relação com a lobista Roberta Luchsinger vieram a público a poucos dias do grande ato de lançamento da campanha, e aliados do petista ainda monitoram o impacto das descobertas sobre a corrida eleitoral.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, Luchsinger pagou R$ 249 mil a Marcola, um dos assessores mais próximos do presidente. Segundo o ex-auxiliar, o valor diz respeito a um empréstimo pessoal, de “natureza estritamente privada”, e que não houve irregularidades. Após a divulgação do caso, o ex-assessor de Lula deixou a campanha a fim de evitar mais desgastes.

Aliados se dividem sobre os efeitos da crise para a tentativa de reeleição do presidente. Parte defende que o impacto será reduzido por não envolver diretamente o chefe do Planalto. Além disso, auxiliares afirmam que é natural, durante o período eleitoral, que a oposição busque atrelar supostas denúncias de corrupção ao petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Outra parcela viu o caso como um desgaste desnecessário e defendeu o afastamento rápido de Marcola. Ele pediu para deixar a equipe que coordena as agendas de campanha de Lula um dia após as informações sobre o empréstimo virem à tona.

Também pesam para a campanha, as investigações da Polícia Federal (PF) sobre Lulinha, filho do presidente. Até o momento, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência.

A PF suspeita de que o empresário tenha usado sua influência para facilitar negócios de Luchsinger e do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, com órgãos do governo.


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