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porto velho, sábado 3 de outubro de 2026

Uma análise feita ao vivo pelo jornalista Guga Noblat chamou atenção na reta final da campanha presidencial. Durante participação no ICL Notícias, Noblat, que já se declarou de esquerda, afirmou que o cenário eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estaria fácil e relatou preocupação entre setores da campanha petista.
Segundo o jornalista, o Nordeste, tradicionalmente uma das principais regiões eleitorais de Lula, teria se transformado em um dos pontos de atenção nesta reta final. A expectativa dentro da campanha petista, de acordo com Noblat, seria de que Lula conseguisse ampliar sua votação na região em comparação com a eleição anterior.
Na avaliação apresentada pelo jornalista, porém, os números acompanhados internamente não estariam indicando esse crescimento esperado. Noblat afirmou que Lula não estaria repetindo no Nordeste o desempenho registrado anteriormente, o que teria aumentado a preocupação dentro do grupo político do presidente.
Durante a análise, Guga Noblat também mencionou o desempenho de Flávio Bolsonaro em estados considerados estratégicos para a disputa. Segundo ele, o senador aparece forte em São Paulo e no Rio de Janeiro, dois dos maiores colégios eleitorais do país.
O jornalista afirmou ainda que Minas Gerais pode assumir um papel decisivo para a campanha de Lula. O estado, historicamente considerado importante para a formação de maiorias presidenciais, estaria sendo observado com atenção pelas campanhas.
A leitura apresentada por Noblat vai além dos números de pesquisas divulgadas publicamente e envolve informações que, segundo ele, circulam nos bastidores das campanhas e em levantamentos internos.
Outro ponto destacado pelo jornalista foi a percepção existente nos bastidores das duas campanhas. Segundo Noblat, o ambiente que atualmente transmite maior sensação de confiança estaria no PL, partido de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro, e não no PT.
A declaração chama atenção justamente por partir de um jornalista que já manifestou publicamente seu posicionamento político à esquerda. A análise, portanto, ganhou repercussão por apresentar uma avaliação negativa sobre o momento eleitoral de Lula dentro de um ambiente de comunicação identificado com o campo progressista.
Apesar da repercussão, as afirmações sobre levantamentos internos precisam ser diferenciadas das pesquisas eleitorais oficialmente divulgadas. Trackings de campanha e informações de bastidores não substituem pesquisas públicas registradas nem representam resultados eleitorais.
O relato, contudo, evidencia a disputa acirrada na reta final e mostra que, dentro das próprias campanhas, a leitura sobre o comportamento do eleitorado pode ser diferente daquela apresentada pelos levantamentos divulgados ao público.
Com a aproximação da votação, Nordeste, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro aparecem, na análise apresentada por Noblat, como regiões fundamentais para definir a dimensão da votação dos principais candidatos.