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porto velho, sábado 17 de outubro de 2026

A poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a agenda de anúncios e promessas de benefícios econômicos e sociais em uma tentativa de conquistar novos eleitores e fortalecer sua candidatura à reeleição.
Segundo reportagem da revista Veja, a estratégia inclui medidas voltadas a microempreendedores individuais (MEIs), estudantes universitários, beneficiários de programas sociais e trabalhadores de diferentes setores. O conjunto de iniciativas, apresentado em um momento decisivo da disputa, levanta questionamentos sobre o uso eleitoral de anúncios governamentais.
Entre as propostas está o programa Prospera MEI, que prevê medidas de renegociação ou perdão de dívidas tributárias e a promessa de repasses de R$ 5 mil aos microempreendedores. A iniciativa, conforme a reportagem, teria impacto estimado em R$ 17 bilhões e implementação condicionada às regras legais e ao próximo período de governo.
Outro anúncio envolve a criação de uma modalidade do Pé-de-Meia destinada a universitários, com pagamentos periódicos e um incentivo financeiro ao final do ano. A proposta busca alcançar estudantes de instituições públicas e beneficiários do ProUni.
A reportagem da Veja estima que o conjunto de medidas anunciadas pelo governo ao longo do ano possa alcançar R$ 350 bilhões em impacto fiscal, considerando diferentes iniciativas. Entre elas estão subsídios aos combustíveis, linhas de crédito para motoristas de aplicativos, renegociação de dívidas e mudanças em benefícios sociais.
O volume de recursos e a proximidade da votação alimentam críticas de adversários e analistas, que questionam o momento escolhido para a divulgação das medidas. O governo, por sua vez, apresenta as iniciativas como ações destinadas a ampliar a renda, estimular a economia e atender diferentes segmentos da população.
O desafio para Lula é transformar os anúncios em apoio efetivo nas urnas. A oferta de benefícios pode ampliar a visibilidade da candidatura, mas não garante que os eleitores contemplados pelas propostas votem no presidente.
Além das medidas econômicas, a publicação aponta uma intensificação da disputa digital entre apoiadores de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno.
Segundo a revista, mensagens sobre possíveis mudanças em programas sociais, no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Pix passaram a circular nas redes sociais, provocando acusações de desinformação entre os grupos políticos. O embate também chegou à esfera judicial, com questionamentos apresentados à Justiça Eleitoral.
A reportagem relata ainda articulações de integrantes do governo e aliados para ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico, segmento considerado estratégico na disputa. A tentativa de conquistar votos desse grupo ocorre em meio à resistência de parte dos religiosos à candidatura petista.
A reta final da campanha reúne promessas de benefícios, mobilização de militantes, ofensivas nas redes sociais e disputas judiciais. Nesse cenário, a estratégia do presidente busca preservar sua base eleitoral e atrair eleitores indecisos ou que não compareceram às urnas no primeiro turno.
O resultado dependerá não apenas do alcance dos anúncios, mas também da percepção dos eleitores sobre a economia, os programas sociais e a atuação do governo. Com a disputa acirrada, cada movimento da campanha ganha peso na tentativa de conquistar os votos necessários para vencer o segundo turno.