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    porto velho, quinta-feira 15 de outubro de 2026

Acusados de matar empresário com colher de pau vão a júri após adiamento

Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa são julgados pelo assassinato de Edson Dalto; primeira sessão foi interrompida após a saída dos advogados de defesa...


Redação

Publicada em: 15/10/2026 17:55:42 - Atualizado

Foto: Reprodução

PORTO VELHO, RO - O julgamento de dois homens acusados de matar o empresário Edson Nascimento Dalto com uma colher de pau começou nesta quinta-feira (15), em Porto Velho. A sessão do Tribunal do Júri está prevista para continuar até sexta-feira (16), após uma primeira tentativa de julgamento ter sido adiada em maio deste ano.

Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa são os principais acusados do crime, ocorrido em uma propriedade rural na região de Candeias do Jamari. Conforme as investigações, o empresário teria sido agredido com uma colher de pau e, posteriormente, seu corpo foi levado e jogado em um rio.

O caso voltou ao Tribunal do Júri cercado de expectativa por parte dos familiares da vítima, que aguardam uma decisão judicial sobre a responsabilidade dos acusados.

Julgamento adiado

A primeira sessão estava marcada para 12 de maio, mas acabou interrompida após os advogados dos réus abandonarem o julgamento. Na ocasião, a defesa alegou que não havia tido tempo suficiente para analisar documentos incorporados ao processo.

Entre os materiais apontados como ausentes estavam as gravações das audiências realizadas durante a primeira fase da ação penal, consideradas importantes pelos defensores para a preparação do julgamento.

O promotor de Justiça Marcos Alexandre, responsável pelo caso, criticou a conduta dos advogados e afirmou que a questão deveria ter sido comunicada anteriormente.

Segundo o representante do Ministério Público, a situação caracterizaria uma possível "nulidade de algibeira", expressão jurídica utilizada quando uma parte deixa de apontar oportunamente uma irregularidade processual para alegá-la posteriormente em busca de vantagem.

A avaliação, no entanto, é contestada pela justificativa apresentada pela defesa, que sustenta a necessidade de acesso aos documentos para garantir o exercício adequado do direito de defesa.

Família cobra justiça

O adiamento provocou indignação entre os familiares de Edson Dalto, que aguardavam a realização do julgamento e uma resposta da Justiça.

Sirley Dalto, irmã do empresário, relatou a ansiedade enfrentada pela família e afirmou que nenhuma decisão será capaz de reparar a perda, mas espera que os responsáveis sejam punidos.

"Nada vai trazer meu irmão de volta, mas pelo menos que ele seja penalizado diante da justiça humana. Então a ansiedade é muito grande, muito grande mesmo", desabafou.

Segundo Sirley, a esposa e as filhas da vítima também estavam preparadas para acompanhar a primeira sessão. O cancelamento, entretanto, aumentou o sofrimento dos familiares, que tiveram de enfrentar mais meses de espera.

Nova tentativa de julgamento

Com a retomada do júri nesta quinta-feira, a expectativa é de que os jurados analisem as provas e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa para decidir sobre a responsabilidade criminal dos réus.

Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa permanecem na condição de acusados e têm direito à presunção de inocência até uma eventual condenação.

A sessão está prevista para prosseguir nesta sexta-feira (16), quando poderá ser anunciado o resultado do julgamento.


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