• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, quarta-feira 21 de outubro de 2026

Fotos inéditas mostram viagem de Lulinha e lobista em jatinho de 20 milhões de dólares

Imagens inéditas divulgadas pela revista Veja nesta quarta-feira (21) mostram viagens internacionais


veja

Publicada em: 21/10/2026 17:22:46 - Atualizado


Fotografias inéditas divulgadas pela revista Veja nesta quarta-feira (21) revelam detalhes da rotina de luxo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As imagens mostram viagens internacionais em aeronaves particulares, encontros com empresários e a proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência envolvendo negócios com o governo federal.

Uma das fotografias mostra Lulinha e Roberta acompanhados de amigos a bordo de um jatinho Embraer Praetor 600, modelo cujo preço de uma unidade nova ultrapassa US$ 20 milhões. O registro foi feito durante uma viagem à Finlândia, no início de 2025, quando o grupo visitou o país para observar a aurora boreal. A aeronave teria sido fretada, não havendo indicação de que pertença ao filho do presidente.

A reportagem também apresenta registros de viagens à China e a Portugal, além de festas e encontros privados. Segundo a publicação, parte dessas despesas teria sido custeada por empresários próximos ao filho do presidente.

As revelações ganham repercussão porque a Polícia Federal investiga suspeitas de que Lulinha e Roberta tenham atuado conjuntamente na intermediação de interesses empresariais junto a órgãos do governo federal. De acordo com elementos da investigação relatados pela revista, a lobista seria responsável pela aproximação com empresários, enquanto o filho do presidente teria utilizado seus contatos políticos para facilitar o encaminhamento de demandas.

Outro ponto destacado envolve uma mansão em Brasília, alugada por Roberta Luchsinger, que teria sido utilizada para reuniões com autoridades, empresários e integrantes do governo. Segundo a revista, a manutenção do imóvel ultrapassava R$ 100 mil mensais.

Entre os nomes mencionados estão integrantes da estrutura presidencial e autoridades que teriam participado de encontros no local. A presença nessas reuniões, isoladamente, não comprova envolvimento em irregularidades.

As fotografias também mostram Lulinha ao lado do empresário Marcelo Checon, proprietário de uma empresa do setor de eventos. Conforme levantamento publicado pela Veja, a empresa ampliou significativamente seus contratos com o governo federal a partir de 2023, alcançando aproximadamente R$ 63 milhões em novos negócios. A coincidência temporal entre o crescimento dos contratos e a aproximação pessoal com Lulinha é um dos aspectos levantados pela reportagem, mas não constitui, por si só, prova de favorecimento.

A situação ganhou novos desdobramentos após declarações públicas de Roberta Luchsinger, que criticou duramente o presidente Lula por negar conhecê-la e acusá-la de irregularidades. Em entrevista à CNN Brasil, no último sábado (17), a empresária afirmou que pretende esclarecer sua atuação e manifestou interesse em negociar uma colaboração premiada.

Lula, por sua vez, negou manter proximidade com a lobista e rejeitou as alegações de que teria oferecido a ela um cargo no governo.

A defesa de Lulinha também negou irregularidades e sustentou que as fotografias refletem relações pessoais de amizade. O advogado do empresário afirma que ele mantém seu padrão de vida com rendimentos provenientes de atividades profissionais nas áreas de consultoria e governança.

As revelações surgem na reta final da disputa presidencial de 2026, a quatro dias do segundo turno, e ampliam o debate sobre possíveis conflitos de interesses, acesso privilegiado a autoridades e relações entre empresários e familiares de ocupantes de cargos públicos.

Embora as imagens confirmem a proximidade pessoal e a participação em viagens e eventos, as suspeitas de tráfico de influência e corrupção continuam sob investigação e dependem de comprovação pelas autoridades competentes.

A reportagem original foi publicada pela revista Veja, com informações também repercutidas pelo Estadão.


Fale conosco