• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, quinta-feira 19 de maio de 2022

Homem é condenado a 17 anos de prisão por matar venezuelana com ácido em Caxias do Sul

Crime aconteceu em dezembro 2019. Réu era ex-companheiro da vítima


g1

Publicada em: 13/05/2022 16:50:21 - Atualizado

BRASIL: O Tribunal de Justiça condenou um homem a 17 anos de prisão por ter assassinado com ácido uma venezuelana em Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, em dezembro de 2019. Ariana Victoria Godoy Figuera tinha 24 anos e havia fugido dele, que era seu ex-companheiro, para o Sul do Brasil a partir de Roraima, no Norte.

O g1 tenta contato com os advogados responsáveis pela defesa do condenado, sem obter retorno até a última atualização desta reportagem.

O júri ocorreu em Caxias do Sul na última quinta-feira (12). O homem de 38 anos foi sentenciado por homicídio qualificado. Estão entre as qualificadoras: meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado. Ele está preso no Presídio Regional de Caxias do Sul.

De acordo com o MP, o ácido usado para matar Ariana causou queimaduras de terceiro grau na face e no tórax, que foram letais.

Segundo o prontuário hospitalar, as causas da morte foram "insuficiência respiratória, queimadura da laringe e da traqueia, vitriolagem, queimadura e corrosão da pele em 20% da sua extensão".

"[O réu] conhecia os horários da ex-companheira e a esperou na saída do trabalho, próximo à casa da vítima, à noite. Quando chegou, ela foi atacada pelo réu com um líquido que continha ácido. O crime foi praticado em decorrência de violência doméstica", explicou a promotora Graziela Vieira Lorenzoni.

O crime

Ariana chegava em casa, na noite de 12 de dezembro de 2019, quando teve o rosto e parte do tórax queimados pelo ácido. O ex-companheiro chegou até ela em um carro. Ele não teria aceitado o término do relacionamento.

A investigação policial descobriu que os dois teriam morado juntos em Roraima. A irmã de Ariana contou que ela fugiu para o Rio Grande do Sul devido à violência doméstica. Ela estava no estado gaúcho há cerca de cinco meses e o ex-companheiro teria chegado um mês depois.

Em depoimento à polícia, o ex-companheiro disse que teria tentado assustá-la, mas não feri-la.

Ariana morreu em um hospital de Caxias do Sul cerca de oito horas depois do ataque.


LEIA MAIS