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porto velho, quarta-feira 11 de março de 2026

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo de terça-feira (10) recebeu o professor e historiador Beto Reis para uma entrevista voltada à história e à geografia de Rondônia, com foco especial nos candidatos que irão participar do concurso da Secretaria de Estado da Educação. Durante a conversa, o convidado abordou aspectos da formação histórica do território rondoniense e explicou pontos importantes que podem aparecer nas provas.
Logo no início da entrevista, Arimar Souza de Sá destacou o objetivo da conversa e convidou os ouvintes a acompanharem o debate. “Nós vamos trabalhar sobre história e geografia de Rondônia”, anunciou o apresentador ao iniciar o diálogo com o historiador. A proposta, segundo ele, era ajudar estudantes e candidatos que se preparam para o concurso estadual, reforçando conteúdos importantes relacionados à formação do estado.
Beto Reis afirmou que muitos candidatos acabam realizando concursos públicos sem conhecer profundamente a história regional. Segundo ele, compreender o processo de ocupação e formação territorial é fundamental para entender o desenvolvimento político e social de Rondônia. “As pessoas que estão fazendo concurso não conhecem o estado de Rondônia. Então vamos falar um pouco dele”, explicou o historiador.
Durante a entrevista, Reis ressaltou que a história da região é muito anterior à criação do estado. Ele lembrou que o processo histórico remonta ao século XVIII, quando ocorreu a ocupação do Vale do Guaporé. Um marco importante citado foi o Tratado de Madri, assinado em 1750, que redefiniu limites entre Portugal e Espanha e permitiu que a região passasse oficialmente ao domínio português.
O historiador também destacou que a descoberta de ouro na região contribuiu para a ocupação do território. Segundo ele, a corrida pelo minério impulsionou o avanço de colonizadores e a criação de estruturas de defesa e povoamento. “A colonização do Vale do Guaporé começa a partir da descoberta do ouro”, explicou.
Outro ponto abordado foi a construção de fortificações estratégicas para proteger o território. Entre elas, o Forte Príncipe da Beira, cuja pedra fundamental foi lançada em 1776. A estrutura militar teve papel relevante na defesa da fronteira e no processo de consolidação da presença portuguesa na região.
Durante o debate, também foi destacado que os primeiros habitantes da região foram os povos indígenas, que já ocupavam o território antes da chegada dos europeus. Posteriormente, remanescentes quilombolas também foram levados para a área e participaram da construção de vilas, fortificações e caminhos utilizados no período colonial.
Na sequência da conversa, o historiador explicou que, com o esgotamento do ouro no final do século XVIII, a região acabou sendo temporariamente abandonada. O cenário mudou apenas na segunda metade do século XIX, quando a borracha passou a ter grande importância econômica no mercado internacional.
Segundo Beto Reis, o ciclo da borracha transformou completamente a dinâmica da região amazônica. Nesse contexto, surgiram projetos voltados à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, criada para facilitar o transporte da produção. A iniciativa envolveu diferentes tentativas de construção, inclusive por empresas estrangeiras, enfrentando enormes dificuldades impostas pelo ambiente amazônico.
Ao longo da entrevista, Arimar Souza de Sá também destacou a importância do conhecimento histórico para a população e para os candidatos que irão disputar vagas em concursos públicos. O apresentador reforçou o papel do programa como espaço de informação e debate. “Este é o programa que se coloca em favor da sociedade”, afirmou.
A edição desta terça-feira do programa também contou com interação dos ouvintes, que acompanharam a transmissão e enviaram mensagens durante a entrevista. A conversa seguiu abordando fatos históricos e aspectos da formação territorial do estado, ampliando o debate sobre a trajetória de Rondônia e sua importância dentro do contexto nacional.
ASSISTA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA AQUI: