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porto velho, terça-feira 31 de março de 2026

PORTO VELHO - RO - Rondônia vive dias de expectativa política concentrada. A quatro dias do prazo legal que define o futuro eleitoral de ocupantes de cargos executivos, o governador Marcos Rocha-PSD mantém o discurso de permanência no cargo, mas deixa aberta — ainda que de forma sutil — nas mãos de Deus, uma margem que alimenta especulações nos bastidores.
Oficialmente, a posição é clara: não haverá candidatura ao Senado. A declaração já foi reiterada diversas vezes. No entanto, a menção recorrente de que “tudo está nas mãos de Deus” acabou criando um ambiente de dúvida, sobretudo em um momento em que o calendário político impõe decisões definitivas.
O prazo que se aproxima reúne dois marcos importantes: o encerramento da janela partidária e o limite para desincompatibilização de governadores e prefeitos que pretendem disputar as eleições de outubro. A partir daí, qualquer movimento fora do script deixa de ser possível.
Mesmo sem sinal concreto de mudança, o cenário político em Rondônia segue tensionado. Movimentações recentes no entorno do governador — como o fortalecimento do PSD no estado, a articulação de chapas competitivas e o reposicionamento de aliados em outras siglas — foram suficientes para reacender a tese de uma eventual candidatura de última hora.
Nos bastidores, aliados e analistas dividem-se entre a confiança na palavra do governador e a leitura de que, na política, decisões podem ser revistas até o limite do prazo, senão o ‘cavalo passa selado’. A hipótese de renúncia, que levaria o vice Sérgio Gonçalves-UB ao comando do Executivo, permanece no campo da especulação.
Até o momento, porém, não há qualquer indicativo objetivo de mudança de rota. A tendência mais consistente aponta para a permanência de Marcos Rocha no governo até o fim do mandato, tanto que ele está fazendo mudança em seu secretariado.
Ainda assim, o fator político — e a própria natureza das decisões de última hora — impede que o cenário seja tratado como encerrado. Em Rondônia, a definição virá não apenas pelos discursos, mas pelo relógio. E ele já entrou na contagem final.
Caso Rocha decida ficar, sepulta as chances de seu irmão Sandro, diretor Geral do Detran em concorrer a uma cadeira de deputado, tida como certa, dado o grandioso trabalho que ele vem fazendo à frente do Detran.