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    porto velho, quarta-feira 6 de maio de 2026

Sobrenome novo, postura velha, Bruno Bolsonaro tenta mandar no PL pelo medo

Por outro lado, filiados da legenda, insatisfeitos com a ação cacique, pedem a Bruno que investigue e puna também com rigor, próceres da sigla que espancam mulheres...


Redação

Publicada em: 06/05/2026 08:37:49 - Atualizado

imagem - montagem rondonoticias/ia

Porto Velho, RO – O clima dentro do Partido Liberal em Rondônia voltou a entrar em ebulição após declarações do vice-presidente regional da sigla, Bruno Scheidt — hoje politicamente rebatizado de “Bruno Bolsonaro”, numa tentativa cada vez menos discreta de vestir a pele do clã bolsonarista e ampliar musculatura dentro das hostes liberais. Ao abandonar o sobrenome da própria família para adotar o de um líder político, o pecuarista deixou claro que, na guerra pelo poder, até a identidade virou ativo eleitoral.

Em tom de quem bate na mesa e exige continência, mesmo sendo um ilustre desconhecido na seara política rondoniense, Bruno mandou um recado direto aos correligionários que ousam flertar com candidaturas fora da cartilha bolsonarista. A faísca surgiu após uma reunião de apoio às candidatas ao Senado Sílvia Cristina, do União Brasil, e Mariana Carvalho, do Republicanos. No encontro, nomes do próprio PL, como Nim Barroso e Delegado Lucas, apareceram circulando com desenvoltura, algo suficiente para provocar curto-circuito na ala mais radical da legenda.

Nos bastidores, o recado foi entendido sem necessidade de legenda: quem não marchar em fila indiana atrás dos candidatos oficiais do PL — Marcos Rogério, Fernando Máximo e o próprio Bruno Bolsonaro — corre o risco de descobrir que, no partido, a porta de saída pode ser mais larga que a de entrada.

O episódio expôs o racha silencioso que cresce dentro do PL rondoniense. De um lado, os que defendem devoção absoluta ao bolsonarismo, quase como um catecismo político onde divergência virou pecado capital. Do outro, parlamentares que ainda acreditam que política se faz com diálogo, pragmatismo e alianças — e não apenas com teste de fidelidade ideológica.

Entre sapos engolidos, ameaças veladas e egos inflados, o PL de Rondônia vai transformando divergência interna em guerra de trincheira. E, pelo visto, quem não rezar pela cartilha oficial pode acabar tratado como herege dentro da própria igreja partidária.

Por outro lado, filiados da legenda, insatisfeitos com a ação cacique, pedem a  Bruno que  investigue e puna também com rigor,  próceres da sigla que espancam mulheres.


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