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porto velho, sexta-feira 4 de setembro de 2026

PORTO VELHO - RO - A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia promete ser uma das mais intensas das eleições deste ano. Dos 24 deputados estaduais que compõem a atual legislatura, 21 estão novamente na corrida por um mandato. Os demais decidiram apostar mais alto e entraram em chapas majoritárias, ampliando ainda mais a temperatura política da eleição.
Na prática, quase toda a Assembleia está submetida novamente ao julgamento das urnas. É uma eleição que coloca frente a frente mandatos já consolidados, estruturas partidárias fortes, novas candidaturas e uma disputa feroz por bases eleitorais espalhadas pelo estado.
Entre os parlamentares que deixaram a corrida pela reeleição para buscar outro espaço político estão Cirone Deiró (União Brasil), de Cacoal, candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Hildon Chaves, e o delegado Rodrigo Camargo (Podemos), também candidato a vice, mas na composição liderada pelo senador Marcos Rogério, que disputa o Governo de Rondônia.
Enquanto alguns deputados trocaram a disputa proporcional por projetos mais ambiciosos, outros enfrentaram uma batalha paralela na Justiça Eleitoral. Jean Oliveira (PRD), de Porto Velho, e Alan Queiroz (PL), também da capital, tiveram problemas relacionados ao registro de candidatura, mas acabaram liberados para seguir na campanha.
Situação diferente viveu Ezequiel Neiva (União Brasil), de Cerejeiras. O parlamentar não conseguiu registrar a candidatura para tentar mais uma reeleição. Em 2022, Neiva obteve 20.895 votos e terminou como o quinto deputado estadual mais votado de Rondônia, o que torna sua ausência uma mudança relevante no tabuleiro eleitoral.
Com quase todos os atuais ocupantes das cadeiras tentando permanecer no poder, a eleição para a Assembleia tende a ser marcada por forte confronto entre quem busca renovar o mandato e quem tenta romper a barreira dos grupos já instalados no Legislativo. Em um cenário de poucas vagas e muitos candidatos competitivos, cada reduto, cada apoio municipal e cada voto pode decidir quem permanece e quem deixará o plenário a partir da próxima legislatura.