• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, sexta-feira 11 de setembro de 2026

Saúde mental, acolhimento e prevenção devem fazer parte da rotina durante todo o ano

Semusa orienta população sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial e reforça a importância de buscar ajuda diante dos primeiros sinais de sofrimento emocional...


Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Publicada em: 10/09/2026 17:50:35 - Atualizado

Ação visa esclarecer a população sobre onde buscar acolhimento e como acessar os serviços de saúde mental disponíveis no município

Com o início do mês de conscientização e prevenção ao suicídio, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), intensifica as ações de orientação sobre o fluxo de atendimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O objetivo é esclarecer a população sobre onde buscar acolhimento e como acessar os serviços de saúde mental disponíveis no município.

O prefeito Léo Moraes destaca que o cuidado com a saúde mental precisa estar presente nas políticas públicas e no cotidiano das famílias.

“Promover a vida é cuidar das pessoas em todas as suas necessidades. Nosso compromisso é fortalecer a rede de saúde mental, ampliar o acesso ao acolhimento e garantir que ninguém enfrente sozinho um momento de sofrimento. O Setembro Amarelo reforça essa responsabilidade, mas esse cuidado precisa acontecer durante todo o ano”.

A porta de entrada preferencial do sistema público é a Atenção Básica, popularmente conhecida como “postinho”. Moradores que apresentam quadros leves ou moderados de ansiedade, depressão, entre outros, devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima para a escuta inicial e o acompanhamento.

Para casos de transtornos mentais graves e sofrimento agravado, a rede conta com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como apoio. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, em horário comercial, sem interrupção durante o almoço, oferecendo atendimento por encaminhamento e também por porta aberta.

Para casos de transtornos mentais graves e sofrimento agravado, a rede conta com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como apoio

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destaca a relevância do cuidado contínuo e integrado para a garantia do bem-estar da população. “A saúde mental precisa ser tratada com prioridade em todos os níveis de atenção em saúde. O Setembro Amarelo é uma oportunidade fundamental para sensibilizar que nossa rede está estruturada para acolher, escutar e cuidar da população, promovendo a vida e fortalecendo os vínculos entre a população em cada unidade de saúde”.

Atendimento Estratégico Psicossocial

A estrutura municipal abrange unidades específicas para diferentes públicos e necessidades:

  • CAPS II (Três Marias): voltado ao atendimento de adultos a partir de 17 anos com transtornos mentais graves e persistentes. Fica localizado na Rua Dom Pedro II, nº 1687, bairro São Cristóvão.
  • CAPSi (Infantojuvenil): atende crianças e adolescentes de 0 a 17 anos com sofrimento emocional intenso, pensamentos de morte, comportamento autolesivo, depressão e sintomas psicóticos precoces na infância e adolescência. A unidade fica situada na Rua Dom Pedro II, nº 2687, bairro São Cristóvão.
  • CAPS AD (Álcool e Outras Drogas): especializado no acompanhamento de pessoas a partir de 17 anos que enfrentam necessidades decorrentes do uso de substâncias psicoativas. Está localizado na Avenida Guaporé, nº 3929, bairro Flodoaldo Pontes Pinto.

Atendimento Ambulatorial Especializado

Para acompanhamento psicológico ambulatorial regulado pela Atenção Básica, o município oferta o Centro de Especialidades Médicas (CEM).

Nas urgências

Em situações de crise de saúde mental com grave desorganização e emergência, o atendimento inicial é realizado pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Para adultos que necessitam de avaliação psiquiátrica especializada, o encaminhamento é feito ao Hospital João Paulo II. Já para crianças de até 12 anos em situação de urgência, a referência inicial é a Unidade Ana Adelaide, para posterior encaminhamento ao Hospital Infantil Cosme e Damião.

O gerente de Saúde Mental da Semusa, Daniel Amaral, pontua a importância da atenção aos sinais no dia a dia e da atuação conjunta em rede. “O cuidado em saúde mental não deve ser restrito aos CAPS, que são voltados para os casos mais graves e persistentes. É fundamental que haja observação e acolhimento desde o ambiente escolar e na unidade básica de saúde, em apoio às famílias, garantindo que o suporte chegue antes que o quadro se agrave”.

Canais de emergência e apoio

Em momentos de crise aguda, a orientação é acionar os serviços de emergência pelo SAMU (192), Corpo de Bombeiros (193) ou buscar atendimento imediato nas UPAs da capital. Para apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende pelo telefone 188.

Siga o canal oficial no WhatsApp e receba as principais informações diretamente no seu celular:

https://whatsapp.com/channel/0029VbCaSTO5q08TB4mYNM0o


Fale conosco