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porto velho, terça-feira 29 de setembro de 2026

Mais de 100 pessoas foram presas em Rondônia desde o início de 2026 por envolvimento em furto de energia elétrica, prática conhecida popularmente como “gato”. Somente neste mês de setembro, 12 prisões em flagrante já foram registradas no estado.
O caso mais recente ocorreu na noite de segunda-feira (28), na zona Sul de Porto Velho, onde foi identificado um ponto clandestino utilizado para recarga de carros elétricos. A instalação irregular desviava energia diretamente da rede elétrica.
As fiscalizações realizadas ao longo do mês também encontraram irregularidades em diferentes tipos de imóveis e atividades, incluindo frigorífico, empresa de reciclagem, residências, oficina de manutenção de ar-condicionado, academia, bar e sorveteria.
Além do prejuízo provocado pelo desvio de energia, as ligações clandestinas representam riscos para quem realiza a instalação e para outras pessoas que vivem ou trabalham nas proximidades.
Segundo informações divulgadas pela Energisa Rondônia, intervenções irregulares na rede podem provocar sobrecarga, curto-circuitos, incêndios, choques elétricos e interrupções no fornecimento de energia.
O gerente do Departamento de Combate a Perdas da Energisa Rondônia, Daniel Andrade, destacou que as instalações clandestinas também colocam em risco moradores, trabalhadores e a própria rede elétrica.
O número de prisões vem crescendo ao longo do ano. Em abril, quando havia sido feito um balanço dos primeiros 100 dias de 2026, a Energisa já havia identificado mais de 9 mil ocorrências de furto de energia, com 48 prisões em flagrante.
Em agosto, o total acumulado chegou a 90 pessoas presas. Naquele mês, foram registradas dez prisões em quatro municípios: Porto Velho, Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste e Nova Brasilândia d’Oeste.
O furto de energia é previsto no artigo 155 do Código Penal. As investigações e fiscalizações são realizadas com participação da concessionária e apoio das forças de segurança.
Com a intensificação das operações, o número de flagrantes ultrapassou a marca de 100 prisões em setembro, mostrando que as ações de combate às ligações clandestinas continuam em diferentes regiões de Rondônia.