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porto velho, terça-feira 29 de setembro de 2026

Durante cerca de um ano, Joquebede Sales aguardou a chegada de uma consulta especializada para a filha Ayla Sales, de 5 anos. Moradora do bairro São Sebastião I e trabalhadora autônoma, ela acompanhava a fila da regulação enquanto esperava pelo atendimento da criança.

Neste sábado (26), a espera deu lugar ao alívio. Ayla esteve entre as 40 crianças atendidas no Centro de Especialidades Médicas (CEM), durante mais uma ação da saúde municipal voltada, desta vez, exclusivamente à neuropediatria.
“Minha filha estava há um ano aguardando pela regulação e hoje conseguiu ser atendida. Como mãe, fico muito agradecida. Saber que ela está sendo acompanhada e que, quando precisar, poderá receber o atendimento necessário me deixa mais tranquila”.
A ação foi organizada para avançar nos atendimentos que aguardavam pela especialidade e, principalmente, nas avaliações necessárias para definição de laudos. Todos os pacientes atendidos chegaram ao CEM por meio da fila de regulação.
Diferentemente de outras ações que reúnem várias especialidades no mesmo dia, desta vez o atendimento foi concentrado na neuropediatria. A escolha permitiu organizar o espaço de acordo com as necessidades das crianças e adolescentes, especialmente daqueles com neurodivergências, proporcionando mais conforto também aos familiares durante as consultas.

A secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Mariana Prado, explicou que a organização específica para esse público foi pensada justamente pelas características do atendimento.
“Hoje concentramos a ação na neuropediatria para que essas crianças tivessem um ambiente mais adequado e tranquilo. São atendimentos que exigem tempo, atenção e uma dinâmica diferente. Conseguimos atender 40 crianças reguladas e avançar também nas avaliações para fechamento de laudos, respeitando as necessidades de cada paciente e de sua família”.
Além das avaliações relacionadas às neurodivergências, as consultas de neuropediatria alcançam crianças com diferentes condições neurológicas. Entre os pacientes que chegam ao especialista estão casos relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), epilepsia, neuropatias e outras condições que necessitam de acompanhamento.
O médico neuropediatra Jadson Rago explica que ampliar o acesso à especialidade permite aproximar o atendimento das famílias que aguardam pela avaliação.

“Temos recebido principalmente crianças com autismo, mas também chegam pacientes com epilepsia, neuropatias e outros problemas neurológicos que precisam da mesma atenção. Quando conseguimos aumentar o número de consultas e facilitar esse acesso, aproximamos o atendimento especializado da população e ajudamos famílias que precisam desse acompanhamento”.
Para o prefeito Léo Moraes, cada atendimento representa também uma resposta para famílias que convivem com a expectativa de conseguir acompanhamento especializado para os filhos.
“Por trás de cada criança que chega ao CEM existe uma família esperando por respostas e querendo cuidar melhor do seu filho. Nosso trabalho é avançar na fila e aproximar o atendimento especializado de quem precisa, sempre com cuidado e respeito às necessidades dessas crianças e das famílias”.
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