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    porto velho, quinta-feira 15 de outubro de 2026

Mais de 18 toneladas de pirarucu invasor são retiradas de reserva em RO

A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam)


Redação

Publicada em: 15/10/2026 09:45:07 - Atualizado


Foto: Governo de Rondônia/Sedam

COSTA MARQUES-RO: Uma operação de manejo ambiental realizada na Reserva Extrativista Estadual (Resex) Rio Cautário, em Costa Marques, interior de Rondônia, resultou na captura de 361 pirarucus, totalizando aproximadamente 18,9 toneladas de pescado bruto. A iniciativa, desenvolvida entre agosto e outubro de 2026, busca controlar a presença da espécie, considerada invasora naquele trecho da bacia do Rio Cautário, e também gerar renda para as comunidades extrativistas. 

A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), com acompanhamento técnico e parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Cerca de 40 extrativistas participaram das atividades, organizados pela Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé).

Além dos resultados ambientais, o manejo proporcionou aproximadamente R$ 180 mil em renda para os trabalhadores envolvidos. De acordo com as informações divulgadas pelo governo estadual, os participantes que atuaram nas duas etapas da operação receberam, em média, cerca de R$ 6 mil individualmente. O trabalho inclui diferentes fases, desde a captura dos peixes até a preparação e a comercialização do pescado. 

Pirarucu gigante chama a atenção

Um dos destaques da operação foi a captura de um exemplar com 2,46 metros de comprimento e aproximadamente 138 quilos. Segundo a Sedam, trata-se do maior pirarucu já registrado em uma unidade de conservação de Rondônia.

A dimensão do peixe evidencia o porte que a espécie pode atingir e reforça a importância do monitoramento de sua presença nos ambientes aquáticos da região. Embora seja um peixe nativo da Amazônia, o pirarucu é considerado invasor na área específica em que o manejo foi realizado, devido aos impactos associados à sua presença nesse ecossistema.

Duas etapas de captura

A primeira fase da operação ocorreu entre 10 de agosto e 5 de setembro, período em que foram capturados 159 pirarucus, com peso total superior a 11 toneladas. A segunda etapa foi realizada entre 14 de setembro e 10 de outubro, resultando na captura de outros 202 exemplares, com quase oito toneladas.

Somadas, as duas fases alcançaram 361 peixes e aproximadamente 18,9 toneladas de peso bruto. Após a retirada das vísceras, o volume de pescado ficou em torno de 17,1 toneladas.

Controle ambiental e geração de renda

O manejo tem como objetivo reduzir os impactos da espécie invasora e contribuir para a conservação da biodiversidade na Reserva Extrativista Rio Cautário. A iniciativa também valoriza a participação dos moradores na gestão do território e cria uma alternativa de renda para famílias que dependem das atividades extrativistas.

A atuação conjunta entre órgãos ambientais e comunidades locais é apontada como parte importante da estratégia, permitindo que o controle da espécie seja realizado com planejamento técnico e acompanhamento especializado.

O resultado reúne dois desafios da região amazônica: proteger o equilíbrio dos ecossistemas e assegurar oportunidades econômicas para as populações tradicionais que vivem na floresta. Em Rondônia, a experiência na Resex Rio Cautário mostra como o manejo de uma espécie considerada invasora pode ser associado à conservação ambiental e ao fortalecimento da economia comunitária.


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