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    porto velho, quarta-feira 2 de setembro de 2026

Justiça encontra um “S” no caminho e barra o próprio nome “Jair Montes” na urna

A candidatura, vale destacar, não apresenta problema de elegibilidade, não foi alvo de impugnação e tampouco enfrenta impedimento para participar da eleição...


Redação

Publicada em: 02/09/2026 08:31:49 - Atualizado

imagem - divulgação

PORTO VELHO - RO -  A Justiça Eleitoral decidiu que Jair de Figueiredo Monte Junior, candidato a deputado federal pelo Avante, não poderá usar “Jair Montes” como nome de urna. A justificativa é de que a denominação poderia provocar confusão com o pai, o ex-deputado estadual Jair Montes.

A candidatura, vale destacar, não apresenta problema de elegibilidade, não foi alvo de impugnação e tampouco enfrenta impedimento para participar da eleição. O obstáculo surgiu em um terreno bem mais peculiar: o próprio nome, pelo qual, o candidato pretende ser apresentado ao eleitor.

E há uma ironia adicional no episódio. Segundo sustenta a defesa, “Jair Montes” não seria uma invenção fabricada às vésperas da campanha, mas um nome ligado ao próprio registro de batismo e à documentação de nascimento do candidato. Ainda assim, foi justamente essa identidade que encontrou resistência no caminho até a urna.

Por outro lado, no próprio pleito deste ano, existe candidato que usa o sobrenome alheio e, curiosamente, teve sua candidatura deferida sem maiores preocupações.

A relatora Letícia Botelho concedeu prazo de dois dias para que seja apresentada outra opção, como “Jair Montes Jr.” ou “Jair Monte Junior”. Um detalhe aparentemente simples acabou movimentando Procuradoria, advogados, manifestações processuais e decisão judicial.

Para a Justiça, pesou o entendimento de que “Montes”, com “s”, reproduz a identidade eleitoral utilizada pelo pai e que a retirada do “Junior” apagaria justamente o elemento capaz de diferenciar os dois.

A defesa argumentou que não existe monopólio sobre nomes familiares e apresentou materiais para demonstrar a identificação do candidato. Não foi suficiente.

E assim, numa eleição cercada de discussões sobre abuso de poder, dinheiro público, desinformação e influência econômica, a Justiça Eleitoral encontrou tempo para uma batalha particular envolvendo uma letra “s” e um “Junior”.

A candidatura continua de pé. O eleitor poderá votar em Jair. Antes, porém, será preciso descobrir qual versão do próprio nome a Justiça permitirá que apareça na urna.


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