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porto velho, segunda-feira 7 de setembro de 2026

PORTO VELHO - RO - O candidato ao Senado pelo PL, Bruno Bolsonaro Scheid, tem reforçado durante a campanha em Rondônia um discurso alinhado às principais bandeiras da direita e do bolsonarismo.
Em caminhada realizada nesta semana em Porto Velho, ele voltou a defender o endurecimento da legislação penal, a redução de impostos, pautas conservadoras nos costumes e uma atuação direta contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Scheid apresenta sua candidatura como uma tentativa de levar ao Senado uma voz mais combativa em temas que mobilizam o eleitorado conservador. Em suas falas, segurança pública, liberdade econômica e enfrentamento institucional ao STF aparecem como eixos centrais de um eventual mandato.
Ao tratar do Supremo, o candidato colocou Alexandre de Moraes entre os principais alvos de sua atuação política. Scheid afirmou que pretende buscar apoio entre senadores para avançar em iniciativas contra o ministro e defendeu abertamente sua saída da Corte.
“Eu acho que Alexandre Moraes tem que ser cassado, sim, para o bem desse país”, declarou.
A fala reforça uma estratégia política que ganhou força entre setores da direita nacional nos últimos anos: transformar o Senado em espaço de pressão sobre integrantes do Supremo. Isso ocorre porque pedidos de impeachment de ministros da Corte dependem do Senado para avançar, o que dá à disputa por vagas na Casa um peso adicional para grupos que defendem maior confronto institucional com o Judiciário.
No campo econômico, Scheid também tenta ampliar o discurso para além das pautas ideológicas. O candidato defende a redução de impostos e afirma que pretende trabalhar para aliviar custos sobre empresas e trabalhadores. Segundo ele, diminuir encargos poderia dar maior margem aos empregadores e melhorar as condições de trabalho.
“Quero ir lá para diminuir impostos, para que o empregador possa dar mais folga para o trabalhador”, afirmou.
Na área de segurança pública, o candidato adota uma linha de maior rigor contra criminosos e defende penas mais severas. Esse discurso procura dialogar com uma parcela do eleitorado que cobra respostas mais duras do Estado diante da violência e da atuação de organizações criminosas.
Scheid também mantém posições conservadoras em temas de comportamento. Durante a caminhada, citou oposição ao aborto e críticas às políticas relacionadas à identidade de gênero, indicando que pretende levar essas discussões para o centro de sua atuação parlamentar.
A candidatura de Bruno Scheid, portanto, tenta reunir três frentes distintas: o conservadorismo nos costumes, o endurecimento da política criminal e uma agenda econômica de redução de impostos. Ao mesmo tempo, coloca o enfrentamento ao STF como elemento de mobilização política, buscando ocupar um espaço claramente identificado com a direita no eleitorado rondoniense.
Na corrida por uma das duas vagas ao Senado, Scheid aposta justamente nessa identidade política mais definida. Em vez de moderar o discurso, tem procurado reforçar posições capazes de diferenciá-lo dos adversários e consolidar seu nome entre eleitores que desejam uma representação mais ideológica e confrontadora em Brasília.
Se eleito, a grande questão será transformar esse discurso de campanha em capacidade de articulação dentro de uma Casa formada por 81 senadores, onde propostas mais duras e iniciativas contra ministros do Supremo dependem não apenas de posicionamento político, mas de maioria, negociação e construção de apoio parlamentar.