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    porto velho, segunda-feira 16 de fevereiro de 2026

Starmer diz que Reino Unido precisa aumentar gastos com defesa rapidamente

Primeiro-ministro ressalta necessidade de intensificar esforços para fortalecer prontidão militar e apoiar a Ucrânia


CNN

Publicada em: 16/02/2026 10:07:20 - Atualizado

MUNDO: O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Reino Unido deveria intensificar e acelerar seus gastos com defesa, após uma reportagem indicar que o governo estaria considerando antecipar sua meta de destinar 3% do PIB à defesa.

O Reino Unido, que já alertou sobre os riscos representados pela Rússia, anunciou em fevereiro de 2025 que elevaria os gastos anuais com defesa para 2,5% do PIB até 2027 e almejaria 3% na próxima legislatura, que deverá começar após as eleições previstas para 2029.

A BBC noticiou que o governo estaria explorando maneiras de atingir a meta de 3% até 2029. A emissora afirmou que nenhuma decisão havia sido tomada, mas que o governo reconhecia que os planos atuais não seriam suficientes para cobrir o aumento dos custos com defesa.

Questionado se anteciparia a meta para 2029, Starmer reiterou comentários feitos na Conferência de Segurança de Munique, onde afirmou que a Europa se uniu para apoiar a Ucrânia com o fornecimento de armas e munições e para fortalecer a prontidão militar.

"Precisamos intensificar nossos esforços. Isso significa que, em relação aos gastos com defesa, precisamos acelerar o processo", disse Starmer a jornalistas nesta segunda-feira (16). "Obviamente, já assumimos compromissos nesse sentido, mas vai além da simples questão do valor gasto."

As estimativas mais recentes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mostram que o Reino Unido gastou 2,3% do PIB em defesa em 2024, acima da meta de 2% estabelecida pela aliança.

Mas, assim como outros países europeus, a nação tem sofrido pressão dos Estados Unidos para aumentar os gastos com a proteção do continente.

Enfrentando dificuldades com dívidas elevadas e compromissos de gastos, o governo britânico cortou no ano passado seu orçamento para ajuda internacional a fim de financiar o aumento dos gastos com defesa para 2,5% do PIB, mas ainda não publicou um plano de investimentos com prioridades de gastos, o que frustrou a indústria bélica.

O órgão fiscalizador do orçamento britânico, o Escritório de Responsabilidade Orçamentária, afirmou no ano passado que elevar os gastos com defesa para 3% do PIB custaria 17,3 bilhões de libras adicionais por ano (cerca de R$ 123 bilhões) em 2029–30.

A ministra das Finanças, Rachel Reeves, tem enfrentado dificuldades para manter o rumo dos seus planos de recuperação das finanças públicas. A BBC informou que o Ministério das Finanças estaria cauteloso em relação às novas propostas de gastos com defesa.

Um porta-voz do governo recusou-se a comentar sobre quaisquer planos revisados, afirmando que a Grã-Bretanha estava "implementando o maior aumento sustentado nos gastos com defesa desde a Guerra Fria".


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