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porto velho, quinta-feira 21 de maio de 2026

MUNDO: Menos de uma semana depois de Xi Jinping ter estendido o tapete vermelho para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o líder chinês recebe outro convidado de honra – e desta vez, um aliado próximo.
O presidente russo, Vladimir Putin, deve chegar à capital chinesa nesta terça-feira (19) para uma visita de Estado claramente planejada para demonstrar o alinhamento entre Pequim e Moscou diante da turbulência geopolítica global.
Tanto Pequim quanto Moscou estão lidando com relações em constante mudança com os Estados Unidos de Trump e avaliando se devem desempenhar algum papel para ajudar a pôr fim ao conflito entre EUA e Irã, que comprometeu o fornecimento global de petróleo e desviou a atenção de Washington da própria guerra da Rússia na Ucrânia, que já dura anos.
O fato de Xi Jinping estar recebendo, em um intervalo de uma semana, dois líderes mundiais envolvidos em conflitos aparentemente insolúveis, criados por eles mesmos, dificilmente passará despercebido pelo governo chinês, que tem usado a guerra de Trump com o Irã, em particular, para promover a China como uma líder global alternativa e responsável.
E tanto Pequim quanto Moscou também têm buscado aproveitar a ruptura promovida por Trump com a política externa tradicional americana para avançar em sua própria visão de um mundo não dominado pelo poder americano ou por um sistema de alianças liderado pelos EUA.
A visita desta semana é a 25ª de Putin à China em seus mais de vinte anos como presidente – um período em que a China e a Rússia estreitaram a cooperação em comércio, segurança e diplomacia, impulsionadas por uma desconfiança mútua em relação a Washington e uma aparente afinidade pessoal entre Putin e Xi – que costumam se referir um ao outro como “queridos” ou “velhos” amigos.