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porto velho, quinta-feira 16 de janeiro de 2025
MUNDO: Para muita gente em um mundo com escassez de vacinas contra a covid-19, receber uma é ganhar na loteria. Para a americana Abbigail Bugenske, 22 anos, o prêmio foi literal.
Apenas por haver tomado a vacina, Bugenske recebeu US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões). Ela foi sorteada nesta quarta (26/05) em uma " loteria de vacinas " do Estado de Ohio , nos Estados Unidos.
O programa, batizado de Vax-a-Million, foi criado para atrair mais interesse para a campanha de vacinação no Estado. Programas de incentivo à vacina nos Estados Unidos têm pipocado em diferentes cidades e Estados pelo país.
Todos os americanos adultos já podem se vacinar. Ou seja, por lá não faltam vacinas - diferente do que se vê em países como o Brasil, onde a falta de doses já fez atrasar a vacinação de milhares de brasileiros.
Apesar disso, o ritmo de vacinação nos Estados Unidos tem caído. Metade da população americana recebeu ao menos uma dose, mas a média de doses administradas por dia caiu consideravelmente no último mês.
A queda é preocupante em um país que já caminha para uma reabertura. E é aí que entram os programas de incentivo à imunização.
Bugenske, a nova milionária, não foi exatamente o público-alvo da campanha do governo de Ohio. Ao jornal americano The New York Times, ela disse ter tomado a vacina assim que chegou sua vez, antes da loteria ser anunciada. Depois, se inscreveu no sorteio. E se esqueceu completamente daquilo, até receber a ligação de que havia sido sorteada.
Bugenske é estudante de pós-graduação em engenharia aeroespacial na Ohio State University. Ela disse ao jornal The Washington Post que não tem planos de deixar o emprego. Quer doar parte de seu prêmio para a caridade e investir o restante.
"Eu incentivaria todos a tomarem a vacina", disse ela ao New York Times. "Se ganhar um milhão de dólares não é incentivo suficiente, eu realmente não sei o que seria."
São os outros 50% que ainda não tomaram nem uma dose da vacina que governos locais querem convencer que vale a pena sair de casa para receber uma injeção no braço. Se não pela imunidade conferida contra a covid-19, doença que já matou 3,5 milhões de pessoas no mundo e quase 600 mil nos EUA, pela conta bancária que pode engordar com alguns milhares de dólares.