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    porto velho, quinta-feira 29 de janeiro de 2026

Indefinição de Hildon Chaves faz eleitor migrar e pode custar caro nas urnas

Enquanto o ex-prefeito hesita, o eleitor não espera. A indefinição abre espaço para que aliados, lideranças...


Redação

Publicada em: 29/01/2026 09:12:33 - Atualizado

PORTO VELHO-RO:  A oito meses das eleições, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), vive o momento mais delicado de sua trajetória política. Após dois mandatos consecutivos à frente da capital, deixando o cargo com avaliação elevada, Chaves se vê preso a um dilema que ele próprio criou: não decide se disputa o Governo de Rondônia ou se concorre a uma vaga na Câmara Federal.

A hesitação tem custado caro. Em entrevistas recentes, Hildon ora se apresenta como pré-candidato ao Palácio Rio Madeira, ora sinaliza que pode optar pelo mandato de deputado federal. Essa dança de posições, longe de demonstrar estratégia, expõe uma absoluta falta de traquejo político em um momento em que o relógio eleitoral não perdoa indecisões.

Enquanto o ex-prefeito hesita, o eleitor não espera. A indefinição abre espaço para que aliados, lideranças e eleitores façam compromissos com outros projetos já postos no tabuleiro. Capital político, diferentemente de mandato, não se preserva por inércia — se não é cultivado, se dissipa.

O problema se agrava dentro do próprio PSDB. Mesmo presidente regional da sigla, Hildon Chaves não conseguiu até agora formar uma nominata competitiva nem estruturar o partido para a disputa de 2026. A legenda segue desorganizada, sem rumo claro e à espera de uma definição que não vem.

Paralelamente, Hildon também preside a Associação Rondoniense dos Municípios (Arom), cargo que ocupa até o fim do ano. A função institucional, no entanto, não supre a ausência de decisão política nem substitui a necessidade de liderança partidária em ano pré-eleitoral.

O cenário revela um paradoxo: um político que saiu forte das urnas municipais, mas que, por hesitação e falta de habilidade no jogo político estadual, assiste ao próprio patrimônio eleitoral escorrer pelos dedos. Em política, o tempo não é aliado de quem não escolhe caminho. E, no ritmo atual, a indecisão de Hildon Chaves pode acabar definindo seu destino antes mesmo que ele o faça.


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