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    porto velho, quarta-feira 28 de janeiro de 2026

Mulher de 27 anos que divide o marido com 5 diz que relação “é uma desconstrução”

A empresária Laís Rocha, de 27 anos, divide o marido com outras cinco mulheres. “Casamento” oficial está marcado para novembro deste ano


metropoles

Publicada em: 27/01/2026 15:50:58 - Atualizado


Grávida de seu primeiro filho, a empresária Laís Rocha, de 27 anos, que divide o marido, o motoboy Ivan Rocha, de 36, com outras cinco mulheres, afirmou ao Metrópoles que o relacionamento poliafetivo “é uma desconstrução e uma reconstrução”.

Laís e Ivan moram em uma casa em Atibaia, no interior de São Paulo, com a empresária Ana Carolina, 20 anos; a engenheira Natália Ferrari, 30; a criadora de conteúdo Camili Sousa, 20; a autônoma Maria Eduarda da Silva, 20; e a radiologista Juliana Aires, 22.

“Esse tipo de relacionamento não é para qualquer um, não é todo mundo que está pronto. Ninguém está pronto. A sociedade não fala que você vai casar com duas, três, quatro pessoas”, disse.

Apesar de morarem todos juntos, Rocha é casado no papel apenas com Laís. No Brasil, a lei não permite o matrimônio com mais de uma esposa em cartório. Elas, porém, estão planejando uma cerimônia de casamento para novembro deste ano.

“Nós vamos realizar o sonho de todas as meninas: iremos casar todas de branco. Inclusive, no nosso casamento, os nossos padrinhos serão trisais e famílias já poliafetivas”, disse.

Gravidez

A gravidez de Laís foi totalmente planejada. Ela já havia engravidado em junho de 2025, mas perdeu o bebê. Desde então, uma nova gestação era algo que todos esperavam. As outras esposas, inclusive, também serão mães do bebê.

“Todas elas não estão isentas dessa responsabilidade de cuidar, de ajudar e é uma das coisas que eu falo sobre o relacionamento poliafetivo. Pelo menos aqui em casa, para mim, tem sido maravilhoso. Elas me ajudam com absolutamente tudo”, contou.

Segundo a empresária, as outras meninas também querem ser mães e o plano é que Natália seja a próxima a gestar um filho.

Laís divide o marido com cinco esposas

Laís, a “esposa 01”, está com o Van – apelido carinhoso das esposas para o marido – há 10 anos. Eles se conheceram no Facebook, começaram a namorar e, com 20 dias de relacionamento, o motoboy já queria se casar. Insegura, ela botou um fim na relação.

Ivan, então, casou-se com uma conhecida de Laís, que propôs uma experiência a três entre eles. A empresária topou e o relacionamento foi evoluindo. Laís se mudou para a casa do casal, mas o trisal era mantido em segredo.

A empresária morou com Ivan e a ex-mulher dele durante 2 anos. Laís, no entanto, decidiu terminar e saiu de casa. Um tempo depois, o motoboy se divorciou. Ele e Laís se reconectaram e se casaram. Três meses depois, ela sugeriu trazer outras meninas para a relação.

“A experiência anterior me fez bem, eu queria dar sequência a isso. Ele olha pra mim e fala: ‘Tem certeza que é isso que você quer?’. Eu falo: ‘É isso que eu quero’. E aí a gente começa a viver esse estilo de vida poliafetivo”, relembrou.

“Trollismo”

Laís revelou que não é bissexual e, sim, heterossexual. No relacionamento, o fetiche da empresária é o “trollismo” – prazer em assistir à pessoa que ama em ato sexual com outra.

No começo, a ideia, segundo ela, não era que as outras meninas se casassem com eles, falou. Laís admitiu que, na época, tinha um complexo que a impedia de gostar das outras mulheres. “Depois de um tempo, eu começava a observar os defeitos. Eu desapegava muito rápido e já queria trocar, ‘ir para a próxima”, disse.

Em seis meses, eles conheceram a Ana Carolina, a “esposa 02”. “Ela foi sensacional. Ela chegou à nossa vida aos 18 anos de idade e a maturidade que ela mostrava era sensacional […] Ela chegou na nossa vida falando: ‘Eu quero estar com vocês, eu quero casar com vocês e eu quero ter um filho de vocês’”, lembrou Laís. Eles, então, assumiram o trisal nas redes sociais em uma conta chamada trisalrochas, que tem 257 mil seguidores.

Em fevereiro de 2024, Laís e Ana tiveram uma conversa e decidiram colocar mais uma menina no casamento. Eles, então, abriram um perfil no Tinder e, assim, Natália entrou na relação.

A próxima esposa, Camili, era seguidora do trisal nas redes sociais e mandou mensagem para eles dizendo que tinha interesse em conhecer o estilo de vida deles. Ela, então, foi passar um fim de semana na casa de Laís, Ivan, Ana e Natália. Porém, quando voltou para casa, pensou que não estava pronta para viver um relacionamento poliafetivo. Um tempo depois, se arrependeu e voltou.

Em casa, Camilli começou a ver a dinâmica da família e acabou se apaixonando por Ivan, tornando-se, então, a quarta esposa. A Duda e Ju, que também “entraram” no casamento pelo Instagram, não aparecem tanto no perfil deles. “A gente tomou a decisão de não ficar postando com tanta frequência, até a gente ter certeza de que elas realmente vão ficar”, contou.

Laís ressaltou que nenhuma das esposas é bissexual e que elas não têm envolvimento sexual entre elas. Todas se relacionam apenas com o Ivan. Entre as mulheres, segundo a empresária, existe muita amizade e companheirismo.

Preconceito

Laís reconheceu que, com o planejamento do casamento, ficou ainda mais evidente o quanto a sociedade brasileira é preconceituosa com relacionamentos poliafetivos. “A gente teve dificuldade para alugar o vestido, para poder alugar o lugar […] Eles criam uma certa rejeição quando falamos que é um homem com mais de uma esposa”, disse.

Para Laís, o maior desafio foi a própria mãe, que, no início teve certa rejeição, mas depois que entendeu a dinâmica do relacionamento, mesmo não concordando, ama e respeita o estilo de vida da filha. Ela até frequenta a casa dos Rocha.

“A princípio, quando a gente assume a Ana, a minha sogra tem uma certa rejeição, só que o Ivan, ele sempre foi muito claro: ‘É a nossa vida, são os nossos desejos, são as nossas escolhas; você não precisa amar, você precisa respeitar’. Então, às vezes, saber se impor faz com que as pessoas reconheçam os lugares delas, né? E com a minha sogra não foi diferente […] Ela também não concorda, mas ela ama e respeita”, falou.

Os Rocha não mantêm contato com os parentes das outras meninas.


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