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porto velho, sexta-feira 30 de janeiro de 2026

PORTO VELHO - RO - A tentativa do ex-deputado federal Expedito Neto, que deixou o PSD, para se apresentar como pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo Partido dos Trabalhadores (PT) tem sido avaliada, até o momento, como um movimento de baixa consistência política e pouca sustentação eleitoral.
Sem histórico de militância na legenda e distante da linha ideológica tradicional do partido, a pré-candidatura surgiu sem densidade política e sem estrutura capaz de sustentar uma disputa majoritária. O anúncio, feito com apoio da direção nacional do PT, teve repercussão imediata no noticiário, mas careceu de respaldo local.
Em pouco mais de duas semanas, Expedito Neto ocupou espaço nas manchetes ao ser apresentado como possível candidato da sigla. O impacto inicial, no entanto, não se traduziu em mobilização política. Com o passar dos dias, a ausência de articulação regional e de manifestações públicas de apoio fez o tema perder visibilidade.
Dentro do próprio PT em Rondônia, a reação foi discreta. A falta de alinhamento com a base partidária, aliada à inexistência de uma trajetória vinculada à legenda, dificultou a adesão da militância. Nas redes sociais, tradicional espaço de mobilização política, o engajamento foi limitado, refletindo a dificuldade do projeto em ganhar tração.
O episódio evidenciou um problema central: a ausência de lastro político. Sem alianças consolidadas, sem presença organizada no interior do estado e sem um discurso capaz de unificar setores do partido, a pré-candidatura não avançou para além do anúncio inicial.
O cenário reforça uma lógica recorrente da política rondoniense: lançamento formal não equivale à construção de candidatura. Até o momento, a movimentação de Expedito Neto permanece restrita ao campo das intenções, sem impacto concreto no tabuleiro eleitoral e sem ressonância significativa entre a militância petista.