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porto velho, quarta-feira 11 de fevereiro de 2026

PORTO VELHO - RO - Nos bastidores da política rondoniense, nos últimos dias, a leitura que ganha força é a de que o senador Marcos Rogério (PL) só colocará o nome na corrida ao Governo do Estado se contar com o aval direto do ex-governador e ex-senador Ivo Cassol-PP. Sem essa chancela, aliados próximos admitem que a candidatura dificilmente sairá do papel.
Embora fale publicamente em construção de alianças amplas e diálogo com diversas lideranças, a movimentação do senador estaria condicionada à posição de Cassol, que ainda mantém forte capital político, popularidade e influência decisiva no interior do estado. A avaliação é de que, sem o apoio do ex-governador, qualquer projeto majoritário enfrentaria dificuldades para ganhar musculatura eleitoral.
Outro fator apontado nos bastidores é que, ao longo do mandato no Senado, Marcos Rogério ganhou projeção nacional, com presença frequente em emissoras de televisão e debates de alcance nacional. Esse protagonismo fora do estado, porém, teria provocado um certo distanciamento do eleitorado rondoniense, reduzindo sua presença e popularidade nas bases locais.
Diante desse cenário, interlocutores avaliam que o senador busca se ancorar na popularidade de Cassol, que ainda conserva forte identificação com o eleitorado do interior, especialmente entre produtores rurais e municípios menores.
Em entrevistas recentes, Marcos Rogério tem destacado a necessidade de formar um grupo político experiente para enfrentar o que chama de estagnação administrativa em Rondônia. No entanto, ao relembrar o período de gestão de Cassol, especialmente nas áreas de infraestrutura e apoio ao setor produtivo, o senador deixou evidente o peso político do ex-governador no atual cenário.
Assim, no tabuleiro político, o movimento de Marcos Rogério depende menos de discursos e mais de uma decisão estratégica: conquistar, ou não, a bênção de Ivo Cassol para viabilizar a própria candidatura.