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porto velho, quarta-feira 11 de fevereiro de 2026

PORTO VELHO-RO: Depois de entregar um asfaltamento de qualidade questionável na Estrada da Penal, zona norte de Porto Velho, o DER-RO voltou a mobilizar máquinas e equipes para refazer trechos ‘porcos’ da via. O retrabalho expõe falhas na execução inicial e impõe um custo que, mais uma vez, recai sobre o bolso do contribuinte.
A obra, concluída no fim do ano passado, já apresenta uma sequência de remendos mal executados, desníveis e pontos comprometidos, cenário que revolta motoristas e moradores dos condomínios próximos. Além do transtorno diário pesam também interdições parciais e risco de acidentes —, além da sensação predominante que é de desperdício de recursos públicos.
Quando uma estrada recém-inaugurada precisa ser refeita em poucos meses, não se trata apenas de manutenção: é indício de planejamento falho, fiscalização frágil ou execução malfeita. E quem paga essa conta não é o órgão executor, mas o contribuinte, que vê o dinheiro minguado escorrer pelo asfalto remendado.
A Estrada da Penal virou símbolo de um problema maior: obras públicas que nascem sob aplausos e retornam sob críticas. O mínimo que se espera agora é transparência, responsabilidade técnica e respeito ao cidadão que financia cada metro de pavimentação.
Com a palavra o Tribunal de Contas e o Ministério Público.
