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porto velho, quarta-feira 8 de abril de 2026

PORTO VELHO-RO: A entrada do ex-senador Amir Lando na corrida por uma das cadeiras no Senado Federal não passou despercebida — ao contrário, reverberou como um movimento capaz de alterar o eixo da disputa em Rondônia. Em poucos dias, seu nome ganhou destaque em manchetes por todo o estado, recolocando-o no centro do debate político e reposicionando forças já estabelecidas.
Com trajetória que se confunde com a própria formação de Rondônia, Amir Lando ressurge como uma figura de densidade histórica. Chegado à região ainda nos anos 1970, no contexto do Projeto Rondon, participou de um dos momentos mais delicados da ocupação territorial: a organização fundiária e a destinação de terras aos colonos que desbravavam a então fronteira amazônica. Essa vivência, somada aos cargos que ocupou — deputado estadual, deputado federal, senador e ministro da Previdência —, sustenta a imagem de um político experiente que retorna ao tabuleiro em um momento de alta competitividade.
Sua decisão de disputar o Senado introduz um novo peso na balança eleitoral. A disputa, que já se desenhava acirrada pelo número de pré-candidatos, ganha agora um componente adicional: a presença de um nome com reconhecimento consolidado e trânsito político em diferentes esferas.
As duas vagas em aberto, atualmente ocupadas por Confúcio Moura e Marcos Rogério, tendem a abrir um cenário ainda mais imprevisível. Confúcio aparece como possível candidato à reeleição, enquanto Marcos Rogério já direciona sua atuação para a disputa ao governo estadual, o que, na prática, amplia o espaço para novos protagonistas.
Nesse ambiente já tensionado, alinham-se nomes de diferentes perfis: a ex-deputada federal Mariana Carvalho, a deputada Sílvia Cristina, os federais Fernando Máximo e outros postulantes como Bruno Scheid e Acir Gurgacz. A pluralidade de candidaturas já indicava uma eleição disputada; a chegada de Amir Lando, contudo, eleva o nível de complexidade.
Mais do que ampliar a lista de concorrentes, sua entrada reorganiza expectativas. Nos bastidores, o movimento é interpretado como um fator de redistribuição de apoios e de reavaliação estratégica entre grupos políticos. A disputa pelo Senado, que já prometia ser intensa, passa a ser tratada como uma das mais abertas e imprevisíveis dos últimos anos.
Ao recolocar seu nome na arena, Amir Lando não apenas se apresenta como candidato — ele altera o ritmo da disputa e obriga adversários a recalcular caminhos. Em um tabuleiro já congestionado, sua peça se move com o peso da história que representa colonos, seringueiros, garimpeiros, jovens idosos e a própria família, daí o impacto imediato de sua entrada, nas manchetes do estado inteiro.