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porto velho, segunda-feira 13 de abril de 2026

PORTO VELHO – RO - Quando o impacto já pesa no bolso do rondoniense, surge em plenário a tentativa de correção. O deputado federal Lúcio Mosquini-PL voltou a criticar na última terça-feira, 07 em sessão deliberativa do Congresso Nacional, os critérios do pedágio da BR-364, defendendo revisão dos valores cobrados — mas o gesto chega cercado de questionamentos sobre o silêncio anterior da própria bancada federal.
A discussão ganhou novo fôlego, quando o parlamentar citou uma ação na Justiça Federal que busca reavaliar a tarifa. O argumento central é técnico: o cálculo do pedágio teria sido baseado em dados de fluxo de veículos de 2020, período atípico marcado pela pandemia, o que teria distorcido os parâmetros da concessão.
Mosquini sustenta que, hoje, o cenário é outro — com circulação significativamente maior —, o que tornaria a tarifa desproporcional. A conta, segundo ele, foi construída sobre uma base frágil e acabou transferindo ao usuário um custo elevado.
O ponto que ecoa nos bastidores, porém, é político. A mesma bancada que agora questiona o modelo teve espaço para intervir no processo ainda na fase de estruturação da concessão. Faltou reação no momento decisivo. Sobrou discurso quando o impacto já estava consolidado.
A tentativa de revisão judicial pode até abrir caminho para ajustes, mas não apaga a percepção de que a correção veio depois do dano. No fim, o rondoniense continua pagando a conta de um processo que passou sem o devido enfrentamento dos representantes de Rondônia no Congresso Nacional, quando ainda havia margem para evitar o prejuízo.