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porto velho, quarta-feira 13 de maio de 2026

PORTO VELHO – RO – O cenário eleitoral de Rondônia para 2026 começa a ganhar forma e já movimenta os bastidores políticos do Estado. Com as convenções partidárias previstas entre 20 de julho e 5 de agosto do próximo ano, seis pré-candidaturas ao Governo de Rondônia surgem, até agora, como peças colocadas no jogo pela sucessão ao Palácio Rio Madeira.
Na disputa aparecem o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD); o ex-deputado federal Expedito Netto (PT); o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil); o senador Marcos Rogério (PL); o advogado Samuel Costa (PSB); e o advogado Luiz Carlos Teodoro (PSOL).
Embora o cenário ainda esteja em construção e sujeito a alianças, desistências e rearranjos partidários, três nomes despontam, neste momento, como os mais competitivos da corrida eleitoral: Marcos Rogério, Adailton Fúria e Hildon Chaves. Os três reúnem maior densidade eleitoral, estrutura política consolidada e presença regional mais ampla.
Marcos Rogério entra na disputa respaldado pelo peso do PL em Rondônia e pelo capital político acumulado na eleição de 2022, quando chegou ao segundo turno contra o governador Marcos Rocha. O senador aposta na identificação com o eleitorado conservador e na proximidade com lideranças nacionais da direita.
Já Adailton Fúria aparece como uma das novidades mais competitivas do pleito. Após consolidar forte aprovação administrativa em Cacoal, o prefeito passou a ser tratado dentro do PSD como aposta estratégica para a sucessão estadual, especialmente com forte influência política no interior.
Por outro lado, Hildon Chaves tenta transformar os oito anos de gestão na capital em plataforma estadual. Após migrar para o União Brasil, busca ampliar alianças e expandir sua presença política além de Porto Velho.
Na ala da esquerda, Expedito Netto tenta construir espaço político após sua aproximação com o PT. Ligado atualmente ao governo federal na área da pesca, terá o desafio de dialogar com um eleitorado historicamente conservador no Estado.
Samuel Costa surge identificado com pautas sociais, ambientais e de direitos humanos, enquanto Luiz Carlos Teodoro deve concentrar discurso voltado aos setores progressistas e movimentos sociais.
Apesar da movimentação antecipada, o quadro eleitoral ainda está longe de ser definitivo. Até o início oficial da campanha, o cenário pode sofrer mudanças importantes. O retrato mais fiel da disputa começará a aparecer quando os pré-candidatos colocarem seus projetos efetivamente nas ruas e o eleitor passar a comparar trajetórias, propostas, alianças e capacidade política de cada nome colocado na corrida pelo comando de Rondônia.