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porto velho, quarta-feira 15 de julho de 2026

PORTO VELHO-RO: Lançada com discurso de renovação e a promessa de recolocar o MDB no centro do debate eleitoral de Rondônia, a pré-candidatura do professor universitário Pedro Abib, ao Governo do Estado, ainda não conseguiu produzir aquilo que mais importa nesta fase da disputa: demonstrações concretas de força política.
A menos de um mês das convenções partidárias, lideranças da legenda começam a demonstrar preocupação com a ausência de movimentação do pré-candidato. Enquanto adversários percorrem municípios, fortalecem alianças, participam de eventos e ampliam espaços nas redes sociais, Abib permanece distante do ritmo imposto pela pré-campanha.
Nos bastidores, a comparação tornou-se inevitável. Marcos Rogério (PL), Hildon Chaves (União Brasil/PP) e Adailton Fúria (PSD) já acumulam agendas pelo interior, encontros com lideranças e articulações voltadas para a formação de suas chapas. O MDB, por outro lado, ainda não conseguiu transformar o nome de seu pré-candidato em um projeto eleitoral visível para o eleitorado.
A situação tem provocado inquietação entre filiados e simpatizantes da legenda. Há quem avalie que a candidatura ainda não demonstrou disposição para enfrentar uma disputa majoritária de alta intensidade, especialmente em um cenário no qual os concorrentes já estão em plena fase de consolidação política.
O sentimento de apreensão cresce porque o MDB possui tradição histórica em Rondônia e sempre ocupou posições relevantes nas disputas estaduais. Parte dos dirigentes esperava que, após o lançamento da pré-candidatura, fosse iniciada uma agenda permanente de visitas aos municípios, reuniões regionais e construção de alianças. Até agora, porém, esse movimento não ganhou corpo.
A falta de visibilidade também alimenta especulações sobre o verdadeiro papel da candidatura dentro do tabuleiro eleitoral. Entre analistas políticos, surgem interpretações de que o projeto pode estar sendo utilizado como instrumento de negociação para futuras composições, hipótese que o partido não confirma oficialmente.
Outro fator que chama atenção é que até mesmo pré-candidatos de partidos menores têm demonstrado maior presença pública neste momento da corrida eleitoral. Em uma eleição que tende a ser marcada pela disputa antecipada de narrativas e ocupação de espaços políticos, permanecer fora do debate pode custar caro.
Para lideranças emedebistas, ainda há tempo para reverter o quadro. No entanto, a janela para transformar uma candidatura formal em uma candidatura competitiva começa a se estreitar. E, na política, a ausência de movimento costuma gerar mais perguntas do que respostas.
Por enquanto, a principal dúvida que circula entre dirigentes e militantes do MDB não é quem Pedro Abib pretende enfrentar nas urnas, mas se sua candidatura realmente entrará em campo com disposição para disputar o Palácio Rio Madeira até o fim.