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porto velho, sábado 19 de setembro de 2026
EMPAREDADO
EFEITO Não existe ingênuo na política. Qualquer um principiante consegue perceber que aumento a uma categoria, ou mesmo corporação, em ano eleitoral, é a porteira aberta para que outras categorias sigam o mesmo caminho. Uma paralisação pós-pandemia de médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, entre outros profissionais que colocaram a vida em risco para salvar a vida dos acometidos com o vírus, é um efeito cascata que derruba qualquer governo. E em ano eleitoral o efeito é devastador. Até os ingênuos sabem, caso existam. VACINAÇÃO Rondônia aparece todos os dias nos telejornais entre os estados com piores índices de pessoas vacinadas. Proporcionalmente entre os mortos estamos entre os maiores índices. Revelando que uma coisa está intrinsicamente relacionada a outra. O governador que se regozija em ser amigo “siamês” do presidente, não usa a propalada intimidade para conseguir mais vacinas para vacinar o povo rondoniense. E, portanto, continuamos a enterrar nossos cidadãos e amargar os piores índices da pandemia. PPP Finalmente a prefeitura da capital abriu a consulta pública para que a população possa opinar e dar as contribuições sobre a contratação de uma empresa para a coleta de resíduos sólidos, através de Parceria Público Privado (PPP). O tratamento do lixo é hoje um dos maiores problemas das administrações municipais e exige uma discussão ampla e transparente para que esse nicho não vire lixo judicial. Os prefeitos têm prazos legais para buscar soluções mais vantajosas para a administração que contemplem as exigências legais. A participação nos debates é fundamental para que depois do processo concluído não venham apenas as lamúrias políticas em virtude da omissão. O prefeito também havia prometido agilizar a PPP do saneamento que, infelizmente, dormita sob a guarda de algum burocrata. HEURO O governo anunciou que dará início ao hospital de emergência em Porto Velho para substituir o João Paulo II. A opção é adquirir a unidade hospitalar por meio “built to suit”, meio pelo qual a iniciativa privada realiza o empreendimento de acordo com a necessidade do Poder Público e arca com a manutenção enquanto perdurar o contrato. É uma experiência existente e exitosa em Rondônia, mas exige do gestor muita correção para que não vire um negócio suspeito com prejuízo ao erário. A opção em licitar por esta modalidade também sana um problema nas obras públicas de paralisação, além dos entraves na manutenção quando a conservação da unidade fica sob a responsabilidade da administração pública. Após trinta anos do contrato o bem é incorporado ao estado. FATURA Caso consiga colocar em funcionamento o Heuro o mais breve possível, oferecendo atendimento mais digno aos rondonienses, o governador terá pelo menos uma boa e enorme obra para mostrar aos eleitores. O que é justo que fature politicamente com a obra.