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    porto velho, terça-feira 25 de janeiro de 2022

LULA E OS “PICARETAS”


Por Valdemir Caldas

31/12/2021 11:14:00 - Atualizado

Certa vez, o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva disse que não voltaria ao Congresso Nacional porque ali havia mais de trezentos picaretas que só cuidavam dos próprios interesses. Considerando que o Congresso Nacional tem 594 parlamentares, sendo 513 deputados e 81 senadores, sobraram poucos honestos na visão do petista. Na ocasião, bajuladores de Lula tentaram suavizar o impacto do discurso, debitando-o na conta exclusiva do desabafo cívico, plenamente justificado pelas circunstâncias.

Não demorou para que a sociedade brasileira descobrisse quem eram os picaretas do discurso lulista. Foram os mesmos com os quais ele se uniu para montar o maior esquema de corrupção de que se tem conhecimento na história mundial, apesar de os adeptos do “rouba, mas faz” tentarem justificar o assalto aos cofres públicos como um grão de areia no oceano perto das “grandes realizações” deixadas pelos governos do PT. Agora, com os olhos nas eleições de 2022 para a presidência da República, Lula vem dialogando com conhecidas e felpudas raposas da política nacional, como é o caso do senador Renan Calheiro, velho aliado do petismo, que sempre deu um jeito de corpo para continuar mamando nas flácidas tetas do erário.

Boas e más pessoas existem em todos os segmentos da sociedade. E no Congresso Nacional não poderia ser diferente. Não é justo, porém, ferretear todos os seus membros com o desdouro da picaretagem, pois sabemos que ainda existe um bom número de políticos que cumprem com integridade as suas atribuições, apesar de não ser esse o sentimento corrente entre a maioria da população, que prefere colocar todo mundo na vala comum. Qualquer pesquisa de opinião confirma isso.

E os maus exemplos, para desencanto da sociedade, continuam se multiplicando. Uma simples clicada nos portais de transparência de algumas instituições políticas é suficiente para verificar como muitos dirigentes aproveitam a euforia da população com as festas natalinas para agradar seus pupilos com o pagamento de benesses, indiferentes ao princípio da transparência no trato da coisa pública, como manda a Constituição Federal. Lula acertou no discurso, mas errou feio ao aliar-se aos mesmos picaretas que ele tanto condenou.

(*) Por Valdemir Caldas


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